22 de Setembro de 2019 | 09:30:05

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19/07/2019 | Opinião / Editorial

Diálogo, receita e arrecadação

As exigências de receita e despesa são fundamentais nos orçamentos pessoais e familiares. Vale também para o setor público. As pessoas têm seus instrumentos de trabalho, de gestão e serviços como estratégias para manutenção individual e seus dependentes. A microeconomia é essencial para o cidadão. O setor público deve basicamente zelar pela macroeconomia.

Entretanto, independente das muitas correntes ideológicas e políticas, conceitos e sistemas de governo, parece claro que sempre haverá interdependência da micro e a macro economia, envolvendo o equilíbrio de recursos financeiros. As dinâmicas tributárias e fiscais, de circulação da moeda e juros, investimentos e infraestrutura são imperativos num estado, até mesmo em condição de república ou monarquia, democracia e absolutismo.

As considerações servem para pontuar como as questões de taxas e impostos, multas e contribuições não podem ser tratadas sem constante diálogo entre o executivo e o legislativo. A regra precisa ser praticada na base, nos municípios, na prefeitura e câmara.  Uma marca decisiva para os tempos atuais é a de transparência ampla e constante. As arrecadações obtidas com as multas no trânsito e seu efetivo destino não devem ser "caixa-preta",  uma "mala sem alça",  uma oportunidade de "quebrar galho" dos amigos eleitores,  mas parte positiva e leal  de uma educação voltada para a cultura da paz e da vida.

O legislativo não deve vibrar com elogios que promovem acomodação e sim agradecer as críticas que gerem fortalecimento do processo de "diálogo" do cidadão com a gestão pública.  Por que tratar de inimigo a razão de ser amigo?

Arrecadação não é receita culinária que visa travar o diálogo e gerar indigestão.