17 de Setembro de 2019 | 03:54:48

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28/07/2019 | Opinião / Editorial

O debate crescente sobre corrupção

A corrupção envolvendo políticos, empresas de grande porte, executivos e dirigentes tem levado envolvidos para os tribunais e para as prisões.

O debate sobre corrupção estatal avançava rápido. Mas ainda parece que é preciso avançar muito, por exigir mudanças de cultura, maturidade política e cidadania plena.

O debate em torno de relações comerciais ilícitas exclusivamente entre partes privadas agora aparece com maior intensidade. Além da corrupção pública, a corrupção privada.

Projeto sobre a matéria foi apresentada em 2016, mas está arquivada no Parlamento brasileiro. Como corrupção privada não é crime no Brasil, empresas vítimas geralmente recorrem a outros crimes para demandar a responsabilização criminal de funcionários, administradores e parceiros infiéis. Casos de corrupção privada são investigados como estelionato, apropriação indébita, concorrência desleal ou violação do segredo profissional. Mas não existe norma clara para conduta desleal do funcionário ou administrador que aceita a vantagem indevida no setor privado.

Barretos tem enfrentando também seus conflitos e confrontos, na jornada de combate a corrupção tanto no setor público como privado. O fenômeno é global, tem incrível episódios do campo nacional, mas também é enredo para a esfera municipal. As demissões de servidores públicos não esgota a temática barretense, permite até mesmo aguardar consequências diferentes, com efeitos colaterais, paralelos e adversos. O que não existe mais é a corrupção ser colocada "debaixo do tapete" e achar que "não vai virar nada mesmo".