23 de Setembro de 2019 | 10:46:51

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09/08/2019 | Opinião / Editorial

Reflexões quando a pressão cai?

Há uma tortura que tira o sangue do brasileiro e do barretense

A psicóloga barretense Márcia Monteiro passou por uma experiência curta e profunda, em seu atendimento médico hospitalar mensal. O enfermeiro retirou o sangue com extrema gentileza, mas com enorme dificuldade. A paciente apresentou veias frágeis. O drama foi intensificado no momento em que o procedimento foi concluído. Uma fraqueza enorme atingiu a barretense, com tontura e perda de cor. O experiente profissional a colocou em repouso, instalando aparelho para medir pressão. Ao registrar uma pressão muito baixa, o susto foi tão grande quanto a agilidade em convocar equipe de enfermagem e convocar o médico da UTI. 

O diagnóstico final foi de síndrome vasovagal, um estado de perda transitória da consciência provocado pela diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos por ação do nervo vago, localizado na região da nuca.

Procedimentos foram aplicados, incluindo Raio-X na própria sala de atendimento. O tratamento imediato – entretanto – foi mesmo a aplicação de soro. Incluindo a coleta de sangue as 7h30 até a alta às 14h30, foi um tempo de atenção, cuidados e reflexões.

- Não é fácil ter que fazer exame de sangue todo mês. Isto é uma tortura! –
O Brasil de hoje e para Barretos de outrora e sempre, a frase tem seu sentido sobre o que tem gerado pressão e provocado tortura? Até que ponto as torturas são especialmente mentais e culturais, para então atingirem o campo físico e corporal? Diante das pressões políticas e jurídicas, sociais e econômicas, como superar as torturas geradas para cada cidadão e para o conjunto da sociedade?

- Há uma tortura que tira o sangue do brasileiro e do barretense. E não são provocadas quando cai, mas justamente quando há aumento de pressão. A recomendação do incomparável Luiz Marins é providencial: “pense nisso”!