23 de Setembro de 2019 | 17:13:30

23 de Setembro de 2019 | 17:13:30

11/08/2019 | Opinião / Editorial

Debate sobre imunização hoje

O aumento da longevidade brasileira não trata somente do tempo maior de vida

A médica pediátrica Isabela Ballalai, vice-presidente da sociedade brasileira de imunização, diz que o cidadão com mais de 60 anos não vem se vacinando por uma simples razão: nem imagina ser necessário. Não por medo ou fake news, mas porque desconhece a gama de vacinas destinadas a terceira idade, incluindo hepatite B e A, coqueluche, influenza e catapora, por exemplo.

Atuando há mais de 30 anos nas áreas de imunização e saúde escolar, com ampla experiência na elaboração de campanhas de comunicação e educação em saúde, a especialista é autora do livro Manual Prático de Imunizações, lançado em 2015.

O aumento da longevidade brasileira não trata somente do tempo maior de vida, mas o zelo para assegurar qualidade e condições adequadas de saúde. Em entrevista na Rede Vida, a dra. Isabela Ballalai observou que para maiores de 60 anos, a recomendação é de vacinação das pneumocócicas e herpes zóster. Também a do HPV não se restringe a crianças e adolescentes.
Como pediatra, ressaltou que quase todos óbitos em bebês de até 3 meses por coqueluche acontecem após pegarem a doença de adulto não vacinado. A vacinação faz proteção coletiva. Lembrou ainda que a volta do sarampo está ligada a adultos não vacinados.

Agora, em agosto, em que a cidade recebe turistas de todos os tipos e visitantes com diferentes características, criar rede de proteção é um enorme desafio. Mais ainda: assegurar um sistema de urgência e emergência efetivo, apropriado e eficiente. Não se trata de semear viroses ou criar celeumas, mas ampliar condições de saúde pública para uma sempre saudável festa. Prevenção, vacina e higiene.