23 de Setembro de 2019 | 10:49:53

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16/08/2019 | Opinião / Editorial

A semana da família, como vai?

Como vai a família? O cenário atual é bem angustiante. A crise de valores atingiu de maneira muito profunda as relações de pais e filhos, dos casais e dos irmãos. As dificuldades econômicas foram impactantes. As diversas influências culturais e tecnológicas, mudanças de conceitos e comportamentos, doutrinas e ideologias foram profundas. As enfermidades do corpo e da alma afetaram de modo indelével as famílias e os lares.

- Hoje, é deveras arriscado indagar como vai a família, em função de ser pergunta inadequada em momentos inoportunos.  Qual família?

A semana da família - entretanto - é oportuna no país de modo geral e na comunidade barretense em particular. A chance aponta para uma reflexão sobre os laços de fraternidade e carinho que devem nutrir as diferentes gerações, núcleos e grupos sociais. Toda família tem seu enfermo, paciente, necessitado, dependente e ausente, num mosaico que retrata a própria natureza humana.

Ao se colocar a temática da família, um convite especial a meditar sobre a capacidade de tolerância e de paciência,  de unidade e diversidade, de coragem e superação do medo, da boa vontade, da boa educação e do bom senso. A semana da família é um chamado a identificar sinais de fomento da paz,  da caridade e da solidariedade.

- É melhor a família que assume o pecado com humildade do que aquela que exercita a inocência orgulhosa.

Outrora o vilão era a imprensa, os meios de comunicação. Agora, o papel negativo aponta para as redes sociais, a tecnologia digital, a internet. Parece que haverá sempre a necessidade de um "inimigo oculto identificável" para justificar a crise da família.  Não pode ser tão simplista assim.

A família barretense tem hoje o desafio de superar a crise com amor e esperança.