23 de Setembro de 2019 | 11:15:42

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20/08/2019 | Opinião / Editorial

O mito no rodeio e na política

O conceito de mito político da campanha eleitoral foi revivido no Parque do Peão, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Ao galopar na arena mais famosa do país, o "mito" foi saudado com entusiasmo e assegurou a modalidade esportiva uma retomada decisiva.  Nada mais importante que o respaldo do executivo, do legislativo e do judiciário para que o rodeio fosse reconhecido como atividade cultural, social e econômica.

- Não se pode obrigar todo brasileiro a gostar de rodeio. Não se pode obrigar todo brasileiro a gostar de política.

Mas não se pode ignorar que a política é uma ciência presente na vida humana, que interfere, influencia e determina o roteiro da comunidade. O mesmo se pode dizer do rodeio. Não se pode ignorar que é um esporte que evoluiu das práticas rurais, que adquiriu regras e fomentou toda uma rede de profissionais, de criadores e entidades.

Ninguém quer corrupção na política. Ninguém aceita maus tratos aos animais. Todo poder público deve ser exercido com dignidade, com transparência e com conceito vivo de democracia. Toda festa de rodeio deve ser promovida com segurança, com encantamento e com conceito vivo de liberdade.

O rodeio barretense é pioneiro como promoção competitiva profissional. As dificuldades do rodeio aumentaram, não em função das críticas e oposição, mas pelos interesses difusos, confusos e obtusos conflitos. Ora por fatores naturais: a vaidade humana e a ignorância animal. Ora por fatores conjunturais: os custos e as modas.

O mito do rodeio, no rodeio e com o rodeio é político, esportivo e barretense.