23 de Setembro de 2019 | 11:02:32

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21/08/2019 | Opinião / Editorial

A cor e o sabor da fruta na região

 O barretense tem hoje acesso a uma variedade imensa de frutas. As quitandas, supermercados e feiras colocam uma diversidade de gosto e sabores. O preço dos produtos sem­pre obedeceu regra de oferta e pro­cura, safra e produtividade, época e qualidade. O mercado dita o valor mais que o mercadinho ou o mer­cadão.

A região de Barretos produz ma­racujá, abacate, abacaxi, banana, goiaba, laranja, limão, mamão, manga, poncã, tangerina e uva. O volume principal é de laranja, com produção de 2018 estimada em 33.461.885,80 caixas de 40,8 kg. A produção de goiaba para indústria atingiu 13 milhões de toneladas no ano passado. Os dados mais recen­tes apontam para produção de 2,5 mil toneladas de banana e 3,9 mil toneladas de abacaxi.

O Procon pesquisou em 5 super­mercados e apurou que a variação do preço da bandeja de morango em julho foi de R$ 4,45 a R$ 7,49. A região não produz a fruta.

A abertura de novos mercados internacionais criou oportunidades e animou o setor produtivo. As ex­portações brasileiras de frutas no primeiro semestre subiram de US$ 332,9 milhões em 2018 para US$ 384,4 milhões em 2019. O país é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com 2,5 milhões de hecta­res cultivados. 3% da produção na­cional são exportadas.

Em se considerando viabilidade de embarque aéreo de carga é possível plano de aumento da produção re­gional de frutas para atender o mer­cado internacional? É viável ampliar a exportação sem condenar o merca­do interno regional, com preços ele­vados? Como atender as exigências de qualidade, de sabor e quantidade para o exterior? Questões que mere­cem reflexões e estudos.