23 de Setembro de 2019 | 15:05:57

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11/09/2019 | Política / Política

Promotor defende investigação aprofundada sobre ex-gestores da Santa Casa

Ministério Público dará início nas oitivas para apurar sobre receitas e despesas

Promotor defende investigação aprofundada sobre ex-gestores da Santa Casa

MP: Promotor Bruno Rodriguez Caldas confirmou abertura de inquérito
Tininho Junior

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O promotor Bruno Rodriguez Caldas defende investigação aprofundada de cinco ex-gestores da Santa Casa. O representante do Ministério Público abriu inquérito civil baseado em relatório da CPI da Câmara que apontou balanços sobre receitas e  despesas no hospital de 2000 a 2016. “Alguns gestores apresentaram enorme oscilação nas despesas e, diante desses dados, entendi que seria necessário uma investigação mais aprofundada  já iniciada pelo Ministério Público”,declarou.  O promotor reiterou que, em primeiro momento, os ex-gestores serão convidados a prestarem esclarecimentos, sem imputar qualquer responsabilidade a nenhum deles. “Apenas serão feitas as apurações dos fatos, todos documentos constantes serão analisados e eles terão a oportunidade de apresentarem esclarecimentos  que sempre serão ponderados pelo Ministério Público”, disse.

A fase de oitiva deve iniciar nas próximas semanas e serão ouvidos os ex-gestores Décio Maruco Júnior (2007 a 2010), Renato Peghim (2012 a 2013), Alex Franco (2013 a 2015), Eduardo Petrov (2015 a 2016) e Edson Flausino Silva Júnior (2016). “O próximo passo só decorrerá após as respostas obtidas nas oitivas, qualquer notícia que desse nesse momento seria precipitação”, declarou o promotor. Segundo ele, a princípio o ex-gestor Luís Carlos Diniz Buch (2011 a 2012) está excluído da investigação, mas será ouvido em momento oportuno. “ O relatório da CPI não  apontou em relação a esse gestor nenhuma oscilação de gastos. Ele reduziu drasticamente as despesas e será ouvido para informar  as situações que observou de anormais e  o que fez de eficiente para essa redução de gastos”, explicou.  O dr. Bruno Caldas reiterou que o Ministério Público está de portas abertas para receber qualquer manifestação ou denúncia da população. “Tudo que que for trazido pelos órgãos municipais ou cidadão será apurado”, finalizou.

CPI: O relatório da CPI  apresentou elevação anual exagerada nos gastos com pessoal que saiu de R$ 8,75 milhões em 2006 e chegou a R$ 15 milhões em 2010. Em 2011, o gasto com pessoal caiu para R$  10 milhões. Os valores voltaram a se elevar apresentando maior inconsistência em 2015 chegando a R$ 22 milhões. A CPI também encontrou inconsistências em despesas com terceirizados e localização e  funcionamento.