14 de Outubro de 2019 | 20:11:32

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22/09/2019 | Especiais / Saúde e Bem Estar

Coordenador do ambulatório de obesidade explica sobre programa

Segundo Tadeu Cardoso de Almeida, a população está mais consciente sobre problemas do excesso de peso

Coordenador do ambulatório de obesidade explica sobre programa

SAÚDE: O educador físico Tadeu Cardoso de Almeida é coordenador do ambulatório do municipal de obesidade
Tininho Junior

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O educador físico Tadeu Cardoso de Almeida explicou sobre a atuação do ambulatório municipal de obesidade. Segundo o especialista, o serviço é gratuito e voltado para a população que está acima do peso e precisa de orientações sobre alimentação e atividades físicas. Ele confirmou que as pessoas têm tido cada vez mais consciência sobre este tipo de problema, buscando solução através do programa oferecido pela secretaria municipal de Saúde.

O Diário: Como funciona o ambulatório municipal de obesidade e quem pode ser atendido?
Tadeu: É um ambulatório feito para pessoas que estão acima do peso, quem entra no grau de obesidade 1 para cima. O paciente é encaminhado depois que passa por um médico de qualquer unidade básica de saúde dentro do município, de estratégia ou não. Após o encaminhamento com o reconhecimento de alguma patologia juntamente com a obesidade, ele é encaminhado para o ambulatório onde é atendido pelos profissionais. Pode ser criança, adulto ou idoso, o encaminhamento é sempre feito por um médico das UBSs.

O Diário: Há muita criança que precisa deste atendimento?
Tadeu: Temos várias crianças, inclusive com uma parceria com a secretaria de Educação de Barretos, um projeto de saúde na escola. Quando tem o diagnóstico nela já obesa, ela é encaminhada para a unidade básica. O médico faz alguns pedidos de exames. Tendo algum distúrbio juntamente com a obesidade, essa criança é encaminhada para o ambulatório para que os pais da criança tenham mais informações e possam assim tratar.

O Diário: Qual é a equipe que atua no ambulatório municipal de obesidade?
Tadeu: É uma equipe multidisciplinar, que trabalha junta, cada profissional complementa o outro. O paciente vai chegar, após o encaminhamento, com o resultado de alguns exames. A endocrinologista, vendo a necessidade, pode pedir alguns exames feitos pelo próprio município. Depois disso, ele é encaminhado para o grupo de terapia, com nutricionista e psicólogo trabalhando em grupos com esse paciente. E passando por mim, para uma avaliação física e eu ajudo na prescrição da atividade física para aqueles que conseguem fazê-la.

O Diário: O paciente fica quanto tempo com o acompanhamento no ambulatório?
Tadeu: Ele fica no mínimo um ano. O paciente vai ter uma avaliação em um primeiro momento e depois participa de mais cinco encontros. A do primeiro encontro e mais cinco retornos, ficando de 10 a 12 meses.

O Diário: Depois da alta, como é o procedimento com o paciente?
Tadeu: Passando pela sexta avaliação, nós fazemos um “antes e depois” para mostrar como foi a evolução dele. Nós pedimos para que ele passe novamente na unidade e lá pedimos para o médico um novo encaminhamento. Temos pacientes há dois anos no programa que não pararam de perder peso.

O Diário: Há um trabalho de inclusão no programa?
Tadeu: Temos algumas crianças especiais que são indicadas para o ambulatório por estarem também acima do peso. Orientamos os pais para que mudem a rotina dela. São especiais, mas se alimentam como as outras e conseguem fazer atividades físicas como qualquer criança. A orientação maior é que os pais deixem a criança mais ativa, atingindo o peso ideal, para que no futuro não fiquem em taxas que sejam prejudiciais à saúde.

O Diário: A obesidade é vista como um problema de saúde pública?
Tadeu: Ela acaba sendo considerada uma epidemia, porque você tem que ter a orientação daquilo que é saudável. E as oportunidades que elas podem ter. As pessoas conseguem ter saúde caso se dediquem um pouco. É preciso ter um esforço individual para chegar em casa e colocar em prática tudo aquilo que escuta no ambulatório.

O Diário: Quais são as causas da obesidade que chegam ao ambulatório?
Tadeu: Temos vários tipos de caso, por isso temos a equipe multidisciplinar. A gente mostra o importante papel da psicóloga para orientar esses pacientes, da nutricionista para reeducar a quantidade e horários dessa alimentação. E eu entro com a parte da prescrição do exercício e avaliação física.

O Diário: Caso uma pessoa não consiga fazer atividade física, o que é feito?
Tadeu: Quando tem algum paciente com dificuldade de mobilidade e tenha condição de entrar numa piscina, a médica pode encaminhar para o centro de fisioterapia. Eu oriento para que frequente os programas de atividade física tanto da secretaria de Esportes, quanto da secretaria de Saúde. Temos as piscinas municipais também. A pessoa acaba encaminhada para um posto de atividade física perto de onde mora.

O Diário: Como a pessoa pode fazer para entrar no programa?
Tadeu: A pessoa pode pedir o acompanhamento, desde que se enquadre no ambulatório. A pessoa que está só acima do peso, classificada no IMC (Índice de Massa Corporal) de 25 a 29 não se enquadra no ambulatório. Ele vai receber pacientes só acima do IMC de 30. Se a pessoa tem um sobrepeso e está com algum tipo de patologia, o médico pode encaminhar para readequar sua alimentação e fazer alguma atividade física que possa colaborar para melhora de alguns exames que estejam alterados. A gente recomenda que procure uma unidade básica de saúde, passe pelo exame de um profissional que vai fazer o encaminhamento.