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A campanha de reeleição em Barretos

O Diário - 11 de julho de 2024

A campanha de reeleição em Barretos

A campanha de reeleição em Barretos

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Primeiro. A tática Jânio Quadros de renunciar para “obrigar” o partido a “exigir” sua candidatura. Segundo. A percepção de perda de aliados, inclusive o vice-prefeito, o secretário da saúde, o Hospital de Amor. Terceiro. A frustração de uma campanha sem fomento da esperança de novo governo transformador. Quarta. Nenhuma das alternativas anteriores.

A reeleição é um direito legal, mas sempre foi negativa no contexto barretense, provocando decepções e desilusões para o gestor e para o eleitor. Foi assim com Uebe Rezeck, Emanoel Carvalho e Guilherme Ávila. Entretanto, é chance de avaliar nas urnas a opinião do cidadão.

O caso de Paula Lemos vem cercado de causas e efeitos. Um “dever” ser candidata, um “direito” não ser. Porque teve uma gestão marcada pela “Covid-19”, com desastres ambientais e inundações, crises na saúde e transportes. As dificuldades de composição de equipe de assessores articulada e aglutinada foram barreiras permanentes e o relacionamento com o legislativo centrado em desacordos.

Antes de qualquer especulação em torno no futuro político da ex-vereadora e atual prefeita, cabe acolher sua deliberação dentro do contexto eleitoral, as exigências de campanha, as condições emocionais e interiores para enfrentar “o debate na mídia” e as redes sociais.

Paula Lemos abre mão de ser julgada pelo voto em 6 de outubro. Pode ser um ato de prudência ou atitude de medo. Mas é acima de tudo um gesto de “foro íntimo” que deve ser respeitado e acolhido. A história dá seu veredito com o tempo.