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Aids atinge muitos idosos no Brasil

O Diário - 7 de julho de 2024

Aids atinge muitos idosos no Brasil

Julia de Andrade Martinez, estudante do 3° período do curso de Medicina da FACISB, orientada pela profª Luciana Souza Jorge

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Casos de AIDS entre os mais velhos não param de aumentar no Brasil. Por volta de 1980, quando a AIDS, até então conhecida como “peste”, foi descoberta pela primeira vez, por apresentar alta taxa de letalidade, gerou intensas emoções de pânico e medo de contágio diante do desconhecido, e, desde então, quando a pessoa descobre que tem a doença, o primeiro pensamento é a morte. A população idosa, com mais de 60 anos de idade, costuma ser mais sozinha pela morte do(a) companheiro(a) e busca um novo relacionamento com pessoas desconhecidas, gerando ainda mais aumento no número de casos de infecções sexualmente transmissíveis.

As mulheres que já estão na menopausa, por volta dos 50 anos, não têm mais possibilidade de gravidez. Então, nas relações sexuais, não fazem uso de preservativos, ou comumente conhecida, “camisinha”. Além disso, é importante ressaltar que, essas gerações mais antigas foram educadas com poucos hábitos de cuidados de prevenção, uma vez que isso apenas se intensificou depois do grande contágio, e a comunicação sempre foi voltada a grupos específicos de pessoas mais jovens, o que fez com que os idosos não se sentissem representados nas campanhas de prevenção da doença.

   Estudos afirmam que de 2011 até 2021, os casos da AIDS quadruplicaram. O grande problema é que esse vírus pode ser silencioso e muito mais perigoso nessa faixa etária, já que é comum que as pessoas tenham outras doenças, como hipertensão arterial, doenças cardíacas, renais, pulmonares e diabetes mellitos. E, por conta do envelhecimento, não apresentam a mesma resistência no organismo comparada ao de um paciente mais novo. Outro problema é a aceitação da família de que o idoso precisa se relacionar com outras pessoas para não sentir solidão ou tristeza, e, ao mesmo tempo, precisa de uma rede de apoio para ter uma vida ativa sexualmente com segurança.

Como a AIDS pode matar, a pessoa mais velha que se relaciona com outras pessoas deve, anualmente, fazer os testes rápidos que estão disponíveis na rede municipal. Quanto mais rápido o diagnóstico, mais saúde o idoso terá, pela possibilidade de realizar tratamento adequado. Portanto, confirma-se que, pessoas com a doença, mesmo em idade avançada, conseguem ter uma vida tranquilamente normal. 

Julia de Andrade Martinez, estudante do 3° período do curso de Medicina da FACISB, orientada pela profª Luciana Souza Jorge