Rede de atenção orienta sobre cuidados com a saúde mental
Sandra Moreno - 1 de outubro de 2026
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A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Barretos reúne serviços para atender pessoas em sofrimento mental, conforme a necessidade de cada caso. A orientação inicial é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro, onde é feito o acolhimento e a avaliação.
Segundo Elissandra Luciano de Araújo, interlocutora de Saúde Mental e coordenadora da RAPS, as unidades contam com profissionais para o primeiro atendimento. Quando necessário, o caso é discutido com o Ambulatório de Saúde Mental e outros serviços da rede. “O primeiro caminho é procurar a UBS ou a ESF, porque é ali que a pessoa será acolhida e avaliada. A partir dessa avaliação, a equipe identifica qual serviço é mais adequado para cada situação”, orienta Elissandra.
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), na Rua 14, funciona 24 horas e atende adultos em situações de maior complexidade. A unidade é referência regional para 18 municípios. O acolhimento ocorre em crises que necessitam de acompanhamento especializado, mas sem risco imediato à vida.
Onde procurar
Casos de sofrimento mental sem urgência devem ser levados à UBS ou ESF. Entre as situações estão ansiedade, tristeza e dificuldades emocionais. Casos moderados podem ser encaminhados ao Ambulatório de Saúde Mental e situações de maior complexidade, ao CAPS.
Em urgências ou emergências, com risco à vida ou agravamento intenso, a orientação é procurar a UPA ou o SAMU. Quando necessário, há encaminhamento hospitalar.
Crianças e adolescentes também são atendidos pelo Ambulatório de Saúde Mental. O município busca implantar um CAPS Infantil e um CAPS Álcool e Drogas (CAPS AD), já habilitado, mas ainda aguardando recursos financeiros.
Elissandra reforça que o atendimento é gratuito pelo SUS e orienta a população a buscar ajuda antes que o sofrimento se agrave. “Não tenham medo, não tenham preconceito. Vocês não estão sozinhos. Procurem ajuda, conversem com os profissionais e não esperem a situação se agravar para buscar atendimento”, afirma.
A família também deve observar mudanças persistentes de comportamento, sono e desenvolvimento. No entanto, a avaliação profissional é necessária, pois nem toda dificuldade significa transtorno mental.