Infectologista alerta para riscos de intoxicação por metanol
Sandra Moreno - 2 de outubro de 2025
ALERTA: Guilherme é infectologista da secretaria de Saúde
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Embora os casos estejam concentrados na capital, o alerta se estende a todo o estado
Em Barretos, o médico infectologista da rede municipal de saúde, Guilherme Freire, destacou a gravidade da situação e a necessidade de vigilância. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta para todos os serviços de saúde sobre o risco de intoxicação por ingestão de metanol, substância que pode estar presente em bebidas alcoólicas clandestinas ou adulteradas.
O comunicado, divulgado por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e do Centro de Vigilância Sanitária (CVS), orienta médicos e demais profissionais sobre como identificar e conduzir casos suspeitos. De acordo com o balanço mais recente, já são 25 casos suspeitos em investigação no estado, sendo 7 confirmados e 5 óbitos registrados. Embora os episódios tenham ocorrido principalmente na capital paulista e São Bernardo do Campo, o alerta foi estendido a todo o território, incluindo o interior.
De acordo com o médico, o metanol é altamente tóxico e pode causar complicações graves, como cegueira irreversível e até a morte. "Embora não haja casos confirmados em Barretos, estamos atentos. Toda a rede de saúde recebeu protocolos de orientação e qualquer paciente com sintomas suspeitos após consumo de bebidas destiladas deve ser avaliado de forma imediata," ressaltou.
Os sintomas podem surgir entre 6 e 24 horas após a ingestão e incluem: sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, sensibilidade à luz, convulsões e acidose metabólica. O infectologista reforçou ainda a importância da rapidez no atendimento:
— O tempo é um fator crucial. Quanto mais cedo o paciente procurar o serviço de saúde após apresentar sintomas, maiores são as chances de evitar complicações graves ou até mesmo um desfecho fatal, concluiu
Até a atualização dos casos na quarta-feira (1), os registros estavam centralizados na capital. “Não há nenhum caso registrado em nossa região”, informou Marina Rebolho, diretora técnica de Saúde II da Vigilância Epidemiológica Estadual, sediada em Barretos.



