Pneumonia preocupa a região que registra mais de 4 mil atendimentos
Sandra Moreno - 13 de novembro de 2025
ALERTA: Casos de internações indicam gravidade da doença na região
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Os casos de pneumonia seguem em alta e chamam atenção das autoridades de saúde. No Departamento Regional de Saúde (DRS) de Barretos, que abrange municípios do norte paulista, foram registrados de janeiro a agosto deste ano 2.418 atendimentos ambulatoriais e 1.614 hospitalares por pneumonia, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). O cenário acompanha a tendência estadual: os atendimentos por pneumonia cresceram 20% em São Paulo em 2025, somando mais de 202 mil casos entre janeiro e agosto, ante 167 mil no mesmo período do ano passado.
A SES-SP reforçou o alerta no Dia Mundial da Pneumonia, celebrado ontem, 12, destacando a importância de reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico o quanto antes. “A pneumonia é uma das principais causas de morte no mundo, tanto como doença primária quanto consequência de outras comorbidades. É uma infecção que causa inflamação no tecido pulmonar”, explica Rodrigo Abensur Athanazio, pneumologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, dor torácica e dificuldade para respirar. O especialista recomenda atenção especial a sinais como febre persistente por mais de 48 horas, falta de ar e cansaço excessivo. Em idosos, a confusão mental também pode indicar o agravamento do quadro. Crianças e idosos são os principais grupos de risco, por terem o sistema imunológico mais sensível. Pessoas com doenças crônicas — como diabetes, problemas cardíacos ou insuficiência renal — e aquelas que fazem uso de medicamentos imunossupressores também devem redobrar os cuidados.
PREVENÇÃO
Manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e boa hidratação, é essencial, especialmente em períodos de clima seco ou frio. Há vacinas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que ajudam a reduzir o risco de infecções respiratórias graves, como a pneumocócica e a vacina contra a gripe (influenza). A SES-SP reforça que qualquer pessoa com sintomas respiratórios persistentes deve procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e tratamento adequados.



