Cuidados Paliativos: uma abordagem centrada na dignidade humana
O Diário - 12 de dezembro de 2025
Julia Morais de Oliveira, estudante do 4º período do curso de Medicina da FACISB, orienta pela profª Daniele Natalia Pacharone Bertolini Bidinotto.
Compartilhar
A Organização Mundial da Saúde define cuidados paliativos como “uma abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias que enfrentam problemas associados a doenças crônicas, ao prevenir e aliviar o sofrimento através da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas, sejam eles físicos, psicológicos, sociais ou espirituais”. Sob essa definição, como algo que tem como objetivo o cuidado multidimensional pode causar tanto receio? Os cuidados paliativos são reflexo de humanização, não apenas para o paciente, mas também para a família, respeitando-se o desejo e a autonomia daqueles que são cuidados. A fim de assegurar todos os direitos já descritos dentre outros, a Política dos Cuidados Paliativos (PNCP) foi criada em maio de 2024, com a publicação da Portaria GM/MS nº 3.681. Essa política estabelece princípios, diretrizes, objetivos, descreve ações e cita serviços da PNCP, bem como quando implementá-la. Dentro desse documento, um exemplo importante a se tornar de conhecimento público é a garantia da observância da Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) que, nos cuidados paliativos, é o ato de seguir as instruções escritas por uma pessoa sobre os tratamentos que deseja ou não receber, se não for mais capaz de expressar sua vontade, protegendo, dessa forma, sua autonomia e valores. Nessa perspectiva, desmistificar os temores associados aos cuidados paliativos é de suma importância para que essa prática médica seja reconhecida por seus nobres objetivos: de cuidar de forma multidimensional, ofertar autonomia, empatia, compaixão , garantindo, assim, a dignidade humana.




