Não há férias na Escola da vida
O Diário - 11 de janeiro de 2026
Rogério Ferreira da Silva é cirurgião-dentista
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Na escola da vida, ninguém pergunta se você quer se matricular. Basta nascer e já está inscrito. O período letivo nunca acaba, ou melhor, se encerra quando partimos. O curioso é que, nessa escola, somos alunos e ao mesmo tempo podemos ensinar também. Mas o grande mestre é o tempo, esse sim um professor exigente, paciente e, às vezes, severo. Ele não dá aviso prévio de prova. Um dia você acorda e ela está lá em cima da mesa! E se não estudou, não praticou, vai falhar. Mas quase sempre você terá direito a uma nova chance. Algumas matérias são leves: amor, amizade, gratidão, alegria. Outras exigem mais esforço: paciência, tolerância, perdão, humildade. Tem também aquelas disciplinas que a gente preferia não cursar: dor, perda, solidão. Mas é com elas que o aprendizado se aprofunda. O diretor da escola — que muitos chamam de Grande Arquiteto do Universo — tem um jeito todo particular de preparar as lições. Às vezes, ensina pelo afeto; outras, pela dificuldade. E assim vamos acumulando notas, sem boletim impresso, mas com um registro implacável no coração. Nos conflitos, aprendemos a valorizar a paz. Na escassez, descobrimos o que nos é suficiente. Ao ver injustiças e desigualdades, treinamos a solidariedade. E, no convívio diário, aprendemos a arte difícil de amar o próximo (ou ainda amar o outro como a ti mesmo), lição essa que alguns repetem por anos e anos sem conseguir passar. Não há férias nessa escola, não há recesso. O sinal não toca para encerrar o expediente. Cada dia é uma nova aula. E talvez o diploma final seja a serenidade de olhar para trás e dizer: "Errei, mas também aprendi. Viverei aprendendo e melhorando até o último dia de aula.” Via com sabedoria e não se esqueça de ajudar seus colegas de turma ou de classe. Um ótimo domingo para você.




