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O dilema ético dos drones autônomos

O Diário - 16 de janeiro de 2026

O dilema ético dos drones autônomos

Willian Zatta Leite Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas - Instituto Federal de São Paulo – Campus Barretos

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Olhando de longe, ninguém imagina que os drones usados em conflitos armados usam tanta tecnologia. Drones são veículos aéreos não tripulados, máquinas que operam sem a necessidade de um piloto a bordo. Acredita-se que, atualmente, drones militares usam como base o ChatGPT para localizar e identificar alvos. Com esta tecnologia, imagens e textos são processados em segundos e se cruzam com outras informações em bancos de dados para que sejam apontados os possíveis alvos. A tecnologia tomou conta das guerras, no entanto, à medida que drones equipados com Inteligência Artificial, ao invés de seres humanos, começam a escolher alvos, uma pergunta urgente ecoa em nossa consciência: até onde vai a autonomia da máquina e onde começa a responsabilidade humana? Alguns podem dizer que esta tecnologia não tem total capacidade para decidir alvos em um conflito, pois ainda encontra grandes limitações e barreiras, especialmente em civilizações densamente povoadas. Outro ponto é: quem deve ser responsável em caso de danos colaterais? Desenvolvedores, fabricantes ou militares que operam os drones? Esta culpa fica sobre a tecnologia, entretanto, a IA não toma decisões autônomas, elas são programadas por seres humanos. Assim, devemos questionar quem realmente deve responder por seus impactos. A ONU (Organização das Nações Unidas) se preocupa com o aumento do risco para a população civil, pois o aumento de uso dessa ferramenta em áreas densamente populosas aumenta a cada dia e uma discussão para a regularização com novas normas para a utilização deve ser realizada o mais breve possível. Essa medida é fundamental para garantir que as tragédias humanitárias sejam minimizadas e que as leis de combate sejam adaptadas. O futuro das batalhas tecnológicas depende de como a sociedade global vai lidar com esses avanços nas tecnologias e de como os tratados internacionais entre países serão adaptados para acompanhar o ritmo dessas inovações, principalmente em relação à proteção dos inocentes.

Willian Zatta Leite

Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas - Instituto Federal de São Paulo – Campus Barretos