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Casos de dengue acendem alerta para risco de nova epidemia

Sandra Moreno - 26 de janeiro de 2026

Casos de dengue acendem alerta para risco de nova epidemia

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O avanço dos casos de dengue em Barretos tem preocupado as autoridades de saúde e acende o alerta para a possibilidade de uma nova epidemia no município. Dados apresentados pelo coordenador da Vigilância Epidemiológica, Rodrigo Barros, mostram uma evolução negativa nos últimos anos, tanto no número de casos confirmados quanto nas internações e mortes causadas pela doença.

Em 2024, Barretos registrou 3.805 casos confirmados de dengue, com 303 internações e dois óbitos. Já em 2025, os números cresceram significativamente, chegando a 4.501 casos, 336 internações e quatro mortes. No mesmo ano, foram identificados 14.334 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti. Apenas nos primeiros 20 dias de 2026, o município já contabiliza 1.568 focos de larvas, além de 10 casos confirmados da doença e uma internação.

Segundo Rodrigo Barros, o cenário é preocupante e indica uma tendência de crescimento contínuo. “É uma evolução ruim, uma evolução que nós não queríamos ter. Os números mostram que, ano após ano, os casos aumentaram e, agora, logo no início do ano, os focos de larvas também já aparecem em quantidade elevada”, afirmou.

O coordenador destacou que a maioria dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro das residências. Entre 70% e 80% dos criadouros estão em imóveis residenciais, tanto em áreas internas quanto externas. Os principais locais identificados pelos agentes de controle de vetores são vasos de plantas com pratinhos acumulando água e bebedouros de animais, que precisam ser esvaziados e higienizados diariamente.

Rodrigo Barros também lembrou que o pico da dengue no ano passado ocorreu em março e alertou que, se não houver uma ação conjunta da população nos meses de janeiro e fevereiro, o município corre o risco de enfrentar novamente uma epidemia. “Se não eliminarmos os criadouros agora, a tendência é termos uma nova epidemia, e toda a população acaba sofrendo com isso”, reforçou.

VACINA 

Outro ponto de atenção é a baixa cobertura vacinal contra a dengue. Disponível desde 2024, a vacina é destinada ao público de 10 a 14 anos, considerado pelo Ministério da Saúde o mais propenso a desenvolver formas graves da doença. Em Barretos, a cobertura está em 33% para a primeira dose e apenas 15% para a segunda. “É fundamental que os pais levem crianças e adolescentes dessa faixa etária às unidades de saúde para completar o esquema vacinal, pois apenas uma dose não garante proteção”, explicou.

A Vigilância Epidemiológica reforça que o combate à dengue depende do esforço coletivo, com ações diárias de eliminação de criadouros e adesão à vacinação. “Cada um precisa fazer a sua parte para que possamos ter um ano diferente dos anteriores, em que a dengue foi destaque negativo”, concluiu Rodrigo Barros.