Congresso nacional de rodeio é realizado no Parque do Peão
Sandra Moreno - 27 de janeiro de 2026
RODEIO: Rogério Paitil destacou a implantação do STJD na modalidade
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O Parque do Peão, em Barretos, sedia até esta quarta-feira (28) o Congresso Nacional de Rodeio, promovido pela Confederação Nacional do Rodeio (CNAR). A abertura oficial do evento foi conduzida pelo presidente da CNAR e da Associação Os Independentes, Jerônimo Luiz Muzetti, que destacou a importância da união do setor e do fortalecimento institucional do rodeio brasileiro.
O congresso reúne promotores, dirigentes e profissionais de diversas regiões do país, como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro para discutir temas técnicos, administrativos e legais que impactam diretamente a realização dos eventos. Entre os principais assuntos estão a legislação vigente, o funcionamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Rodeio (STJD), as regras para a temporada 2026 e as práticas de bem-estar animal.
Segundo o diretor executivo da CNAR, José Alexandre Paiva, o encontro tem como objetivo principal levar informação e segurança jurídica aos realizadores de rodeio. “O rodeio é permitido em todo o Brasil por lei federal, desde que cumpra todo o regramento existente. A Confederação está aqui para orientar, esclarecer dúvidas e aproximar os promotores e profissionais da entidade que representa oficialmente o esporte”, afirmou.
José Alexandre também ressaltou a apresentação do STJD do Rodeio, criado pela CNAR em 2025 e já em atividade. “Assim como ocorre em outras modalidades esportivas, o rodeio também conta com um tribunal desportivo para atuar em casos de indisciplina e garantir ética, organização e credibilidade à atividade”, explicou.
O vice-presidente da CNAR, Rogério Paitil, reforçou que o congresso funciona como um marco de abertura da temporada. “Esse encontro é fundamental para dar direcionamento aos rodeios do ano, atualizar os realizadores sobre mudanças na legislação, normas da Confederação e aspectos técnicos, jurídicos e veterinários, que muitas vezes não são de conhecimento de todos”, destacou.
Paitil apontou ainda que os principais desafios enfrentados atualmente pelo setor são as dificuldades financeiras para a realização de eventos, especialmente em pequenas cidades, e entraves burocráticos. Ele ressaltou que questões jurídicas envolvendo entidades de proteção animal têm sido enfrentadas com respaldo da legislação federal e com o suporte do corpo jurídico da CNAR.
Na temporada de 2025 finalizada em dezembro, a CNAR teve 308 eventos credenciados na modalidade touros, com mais de R$ 13 milhões pagos em premiação. No cutiano, o cenário acompanhou a expansão, com 113 etapas, quase R$ 3,9 milhões distribuídos em premiação.




