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A violência não pode ser naturalizada

O Diário - 4 de fevereiro de 2026

A violência não pode ser naturalizada

A violência não pode ser naturalizada

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O primeiro homicídio registrado em Barretos neste ano, ocorrido no último domingo, rompe  a expectativa de um 2026 mais seguro e expõe fragilidades que não podem ser tratadas como episódios isolados. 

A morte de um homem de 46 anos, após uma discussão que terminou em agressões com faca e barra de ferro, dentro de uma residência no Jardim Arizona, evidencia como a violência tem avançado para o espaço doméstico e cotidiano. O crime reforça a urgência de políticas públicas mais eficazes na área da segurança, que vão além do policiamento ostensivo e exigem prevenção, inteligência e presença do Estado nos bairros.

No entanto, seria simplista atribuir toda a responsabilidade apenas ao poder público. A escalada da violência também revela uma sociedade cada vez mais intolerante, incapaz de lidar com conflitos sem recorrer à agressão. Falta diálogo, sobra impulso. A cultura da paz precisa deixar o discurso e se tornar prática diária, nas famílias, nas escolas e nas relações sociais. 

Enquanto desentendimentos banais continuarem sendo resolvidos com ódio e força, tragédias seguirão se repetindo. A comunidade precisa reagir com firmeza, cobrando segurança, mas também revendo valores e comportamentos pessoais que alimentam a violência.