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Reflexões

O Diário - 8 de fevereiro de 2026

Reflexões

Rogério Ferreira da Silva é cirurgião-dentista

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Há um tipo de bem que não faz barulho, não pede palco e nem reconhecimento; ele acontece quando a gente entende que servir não é aparecer, é aliviar. É ajudar sem contar é fazer sem anunciar, é ser instrumento quando ninguém está olhando. A caridade em silêncio educa o coração, porque nos lembra que o valor do gesto não está em quem vê, mas no bem que fica em quem recebe. Quem aprende a servir assim descobre que a verdadeira grandeza mora justamente onde o ego não entra. Muitas vezes a vida pede uma pausa, não por fraqueza, mas sim por sabedoria; o café segue sendo servido quente na La Maison e o coração aprende no caminho que está sendo seguido e, mesmo sem estar tudo resolvido, a gente entende que sempre dá para ajustar a rota, escolher com mais consciência quem merece estar próximo a nós, deixar o que pesa e incomoda para trás e seguir em frente com coragem, esperança e a certeza silenciosa de que mudar de vida começa com decisões simples feitas no dia a dia. Ajudar ao próximo pode ser uma delas. Em um mundo onde quase tudo que se mostra são recortes cuidadosamente escolhidos, é fácil acreditar que a vida do outro é sempre mais leve, mais resolvida, mais perfeita do que a nossa. Mas o que se vê raramente revela o que realmente é fora do enquadramento. Comparar-se a aparências cria expectativas irreais e afasta a gente da nossa própria verdade. Caminhe no seu ritmo, honre sua história e lembre-se: viver bem não é parecer bem, é estar em paz com o que se é... Se você olhar bem – e não precisa ser para trás – vai ver que tem um monte de gente que queria estar onde você nesse exato momento está. Continue firme no seu propósito, trabalhar é cansativo, mas não há nada mais gratificante que poder honrar suas contas com seu próprio esforço. E ajude, ajude se puder e quem precisar. Um ótimo domingo para você!