Câncer colorretal precoce: um alerta para os jovens
O Diário - 13 de fevereiro de 2026
Vitória Guedin Picolli, estudante do 3º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. João Luiz Brisotti
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O câncer colorretal, que antes era uma doença que tinha seu diagnóstico predominantemente entre a 5ª e 6ª década de vida, tem se tornado mais recorrente em pessoas jovens. Esse aumento nos registros de casos de câncer colorretal cada vez mais cedo tem acendido um sinal de alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Muitos fatores podem estar relacionados a esse crescimento, como estilo de vida sedentário, maus hábitos alimentares, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados - como salsicha, presunto, mortadela, bacon - e histórico familiar da doença. Entretanto, a maior parte dos jovens acredita estar ilesos e por isso acabam negligenciando sintomas de alerta e não procuram atendimento médico.
Os sintomas iniciais podem ser sutis ou até mesmo facilmente atribuídos a outras condições menores: alterações no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor abdominal persistente e até mesmo perda de peso sem causa aparente. Por isso, é de extrema importância que esses sinais não sejam ignorados e a realização de exames, como a colonoscopia, pode detectar lesões em estágio inicial e aumentar significativamente as chances de um tratamento bem sucedido.
A prevenção é um caminho fundamental. Jovens com hábitos de vida que predispõem ou com histórico familiar devem procurar avaliação médica. Manter uma alimentação balanceada, evitar o consumo de alimentos ultraprocessados e praticar exercícios físicos são hábitos que fazem a diferença. Promover a atenção à saúde é essencial para desmistificar a ideia que isso só acontece com pessoas mais velhas e para reduzir o diagnóstico tardio. É hora de alertar a população - especialmente os jovens.



