Um painel de casamento na 13ª RA
O Diário - 15 de fevereiro de 2026
Um painel de casamento na 13ª RA
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A Fundação Seade divulgou análise sobre casamentos, a partir de dados do Censo de 2022, verificando mudanças significativas nos padrões de união conjugal ao longo da última década. O estudo mostrou leve redução dos casamentos realizados no civil e religioso, entre homens e mulheres, ao mesmo tempo que aumentam as uniões formalizadas apenas no civil e, sobretudo, as uniões consensuais. Os dados revelam que as uniões consensuais cresceram mais de 18%, entre 2010 e 2022, indicando maior aceitação social das uniões informais. As cerimônias realizadas exclusivamente no religioso permaneceram estáveis e com baixa representatividade.
No Estado de São Paulo, analisando o tipo de relacionamento, há diferenças conforme a idade dos homens: entre os mais jovens, predominam as uniões consensuais. Até os 39 anos, esse tipo de vínculo é o mais frequente, especialmente entre as idades de 20 a 29 anos. Nesta faixa etária, mais da metade dos homens que viviam em um tipo de união, informaram ser uma união consensual.
O levantamento mais recente para a 13ª Região Administrativa mostra que a taxa de nupcialidade recuou de 6,2 em 2023 para 6,1 em 2024. O número de casamentos veio de 2.261 em 2023 para 2.226 em 2024. A idade média do homem estava em 35,3 anos em 2023 e subiu para 36,2 anos em 2024, pelos estudos da Fundação paulista. No caso feminino, a idade média era de 33,1 anos em 2023 e avançou para 33,8 anos em 2024.
A Seade apurou na pesquisa que o casamento civil e religioso é a forma de união predominante em quase todos os níveis de instrução, com maior participação entre indivíduos com escolaridade mais elevada. As uniões consensuais, por sua vez, estão concentradas mais entre aqueles com ensino fundamental completo e médio incompleto.



