Amor de carnaval não se esquece
O Diário - 14 de fevereiro de 2026
Amor de carnaval não se esquece
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Ao contrário do que diz um samba, amor de carnaval a gente não esquece, especialmente quando cada um leva para sempre um sinal, uma lembrança. Mesmo quando o amor é breve, leve, frágil como neve, um amor de carnaval serve para nutrir a vida inteira. Memória imortal.
Apesar das mudanças no roteiro do carnaval barretense, ainda assim os 50 anos do maior carnaval de rua está vivo na história da cidade. Em 1976, a cidade assistiu ao desfile da Estrela d’Oriente, Jockey Clube e Rio das Pedras. A avenida 19 foi transformada em passarela do samba, levando a magia de Momo e a força de Zumbi para o coração do povo. Quem viu não esquece, quem sabe se emociona.
O amor do carnaval é uma recordação quente, independente dos novos estilos, canções, ritmos e locais festivos. A voz ardente segue revelando a paixão provocada pela alegria do carnaval.
A memória barretense tem ainda personagens inesquecíveis, que deixaram marcas na cultura popular. Zé Preto, Waldemar Nogueira, Euri Silva. As músicas de Bezerrinha, Soares de Oliveira Júnior e José Vicente Dias Leme deram tons típicos e incomparáveis ao carnaval barretense. As vozes de Netinho Scavacini, Alcione e Cesar Menegaz envolvem marchas, sambas e canções inesquecíveis.
O carnaval barretense teve diferentes etapas e momentos, envolvendo clubes sociais, desfiles na avenida dos Coqueiros, Parque do Peão e salões recreativos. Certo mesmo é que “amor de carnaval” é para sempre no coração, mesmo que dure pouco nas mãos.



