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“Creio no Espírito Santo”

Diocese de Barretos - 26 de fevereiro de 2026

“Creio no Espírito Santo”

“Creio no Espírito Santo”

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Por Pe. Ronaldo José Miguel, Reitor Seminário de Barretos. 

Ao proclamar no Símbolo da Fé: “Creio no Espírito Santo”, a Igreja confessa não apenas uma verdade abstrata, mas a presença viva de Deus na história e na vida dos fiéis. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor’, a não ser pela ação do Espírito Santo” (CIC, 683). Assim, toda profissão de fé é, antes de tudo, fruto da ação do Espírito no coração humano. Pastoralmente, isso revela que a fé não nasce apenas do esforço intelectual, mas da graça que precede e sustenta a resposta do crente. O Catecismo mostra que o Espírito é revelado progressivamente ao longo da história da salvação: “O Espírito Santo, que Cristo, Cabeça, derrama em seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja” (CIC, 747). No Antigo Testamento, Ele aparece como força criadora e inspiradora: “O Espírito de Deus é a fonte viva de toda ação salvífica” (cf. CIC, 703). Sua plena manifestação ocorre em Cristo, quando a promessa se cumpre em Pentecostes: “No dia de Pentecostes, ao término das sete semanas pascais, a Páscoa de Cristo se consuma na efusão do Espírito Santo” (CIC, 731). Pastoralmente, essa dinâmica revela que Deus não abandona seu povo, mas o conduz pela ação constante do Espírito ao longo da história. O Catecismo ensina que a missão do Espírito é inseparável da missão do Filho: “Jesus é ungido pelo Espírito Santo desde a sua concepção” (CIC, 695). Além disso: “A missão de Cristo e do Espírito Santo realiza-se na Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo” (CIC, 737). O Espírito não substitui Cristo, mas o torna presente: “Ele é o Espírito da verdade, que nos conduz a Cristo” (cf. CIC, 687). Do ponto de vista pastoral, isso significa que toda autêntica experiência espiritual conduz ao encontro com Jesus e nunca se fecha em si mesma. O Catecismo apresenta a Igreja como lugar privilegiado da ação do Espírito: “O Espírito Santo é como que a alma do Corpo Místico, princípio vital de sua unidade” (cf. CIC, 797). Ele age especialmente por meio da Palavra e dos sacramentos: “Pela liturgia, o Espírito Santo educa os filhos de Deus” (CIC, 1091). E distribui dons para a edificação do Corpo: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (cf. CIC, 798). Pastoralmente, essa visão impede reduzir a Igreja a mera organização sociológica. Ela é realidade espiritual animada por Deus. O Catecismo afirma que o Espírito Santo habita no coração do batizado: “O Espírito Santo faz de nós morada da Santíssima Trindade” (cf. CIC, 721). Ele é o mestre interior da vida cristã: “O Espírito Santo é o pedagogo da fé do povo de Deus” (CIC, 684). E sua ação se manifesta nos frutos espirituais: “Os frutos do Espírito são caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio de si” (CIC, 1832). Pastoralmente, isso recorda que a vida cristã não é apenas adesão a normas, mas transformação interior operada pela graça. Crer no Espírito Santo é reconhecer que Deus continua agindo hoje: “O Espírito Santo é o Senhor que dá a vida” (CIC, 703).