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Elevador quebrado transforma acesso ao INSS em rotina de sofrimento

Sandra Moreno - 11 de março de 2026

Elevador quebrado transforma acesso ao INSS em rotina de sofrimento

TRANSTORNOS: Com equipamento quebrado, usuários enfrentam dificuldades para acesso a agência

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A agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Barretos, localizada na Avenida 17, voltou a ser alvo de reclamações de usuários nesta semana. A rampa elevatória do prédio — essencial para garantir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida — está desativada desde março de 2025, agravando um problema que já vinha sendo registrado em anos anteriores com paralisações frequentes do equipamento.

A unidade funciona como regional e recebe segurados de diversas cidades da região. Porém, quem chega em busca de atendimento encontra dificuldades logo na entrada. Sem o elevador em funcionamento, idosos, pessoas com deficiência e pacientes em recuperação precisam enfrentar a escada para chegar ao setor de atendimento, que fica no andar superior.

Foi o caso de Valdevino Pereira da Silva, de 57 anos. Ele chegou à agência ainda nas primeiras horas da manhã para resolver uma demanda previdenciária. “Chegamos aqui umas seis horas e pouco. Estava chovendo e fiquei com medo de subir ali porque escorrega. Eu fiz cirurgia na perna e também no coração. O atendimento lá em cima foi rápido, mas o problema é chegar lá”, relatou. 

Aleni Maria, esposa de Valdevino, também destacou a dificuldade enfrentada por quem precisa subir a escada. “Para a gente que é normal já é difícil. Imagina quem tem deficiência ou está doente. É muito sério”, afirmou.

Outro caso que chamou atenção foi o de Jaquelina Soares Bezerra, moradora de Colina, que foi até a agência com o filho Alessandro, de 18 anos, que tem paralisia cerebral. Ele precisava passar por perícia médica para manutenção do benefício. Sem a rampa elevatória funcionando, mãe e filho ficaram aguardando orientação na entrada do prédio.

“Eu fiz a minha parte de trazer ele, com todos os documentos e laudos. Agora eles têm que fazer a parte deles. Chegamos aqui e encontramos essa situação. Se a gente não vem, o benefício pode ser cortado”, explicou.

Durante a manhã, a reportagem também registrou outros casos de usuários enfrentando dificuldades, incluindo um deficiente visual que precisou subir a escada para ser atendido.

AGÊNCIA

Em conversa com a reportagem, o gerente da agência Eduardo Sadao, informou que o equipamento está instalado no prédio desde 2001 e apresenta falhas recorrentes ao longo dos anos. Desde março de 2025, no entanto, a rampa elevatória permanece desativada. De acordo com ele, a manutenção já apontou que o equipamento não tem mais condições de reparo e precisa ser substituído. O pedido de troca foi encaminhado ao INSS e um processo de licitação estaria em andamento para aquisição de um novo equipamento.

Enquanto a solução não chega, o atendimento tem sido improvisado. Segundo a gerência, quando uma pessoa não consegue subir a escada, os servidores ou até o médico perito descem até a entrada da agência para realizar o atendimento no local.

A situação, no entanto, tem causado constrangimento e dificuldades para quem depende dos serviços previdenciários. “É muito difícil para quem precisa do INSS. A gente vem porque precisa, mas não tem estrutura para receber quem tem problema de saúde”, afirmou Aleni Silva.