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O limite entre crítica e destruição

O Diário - 18 de março de 2026

O limite entre crítica e destruição

O limite entre crítica e destruição

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As redes sociais se consolidaram como um dos principais espaços de debate público: ampliaram vozes, democratizaram opiniões e aproximaram cidadãos das decisões que impactam a vida coletiva. Mas esse ambiente também gerou um fenômeno que merece atenção: o uso sistemático das plataformas para tentar destruir reputações, especialmente de quem ocupa cargo público.

Tornou-se comum assistir campanhas de desgaste que se espalham rapidamente, muitas vezes baseadas em insinuações, distorções ou acusações sem qualquer comprovação. Esse tipo de comportamento aparece em todos os níveis de governo e transforma o debate público em campo de ataques pessoais, ao invés de espaço legítimo de fiscalização e cobrança.

É evidente que a crítica à administração pública está presente em qualquer democracia. Questionar decisões, apontar falhas e exigir correções faz parte do papel do cidadão. O problema surge quando a crítica responsável é substituída por uma estratégia deliberada de desgaste permanente, baseada na lógica do “quanto pior, melhor”.

Cabe a cada brasileiro em geral, e ao barretense em particular, discernir entre a crítica fundamentada e a tentativa de manipulação da opinião pública. Muitas vezes, por trás do ataque constante, existe apenas o objetivo de enfraquecer um adversário para ocupar o seu lugar no poder. Preservar a qualidade do debate público é responsabilidade de todos.