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Crônica – Quando a política vira gratidão

O Diário - 20 de março de 2026

Crônica – Quando a política vira gratidão

Aparecido Cipriano

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Há momentos na vida pública que surpreendem mais do que uma eleição.

Ganhar nas urnas é motivo de alegria, claro. É a confirmação de que a população confiou em você naquele momento da história. Mas existe um reconhecimento que chega de maneira diferente, silenciosa e profundamente significativa, aquele que vem quando você já não ocupa cargo algum.

Minha caminhada política na querida cidade de Barretos começou nas eleições de 2000. A partir de 2001 tive a honra de exercer quatro mandatos como vereador e também a responsabilidade de atuar como Secretário Municipal de Educação. Foram anos de decisões difíceis e, sobretudo, muito aprendizado. A política não é apenas disputa ou mandato. É compromisso com pessoas, com histórias e com o futuro de uma cidade.

Desde 2021 estou fora de mandato. Mas estar fora do cargo nunca significou estar distante de Barretos. Quem ama sua cidade não precisa de título para defendê-la. Continua fazendo o que sempre fez, dialogando, ajudando, propondo, construindo pontes.

Receber a notícia de que serei homenageado como Líder Político em Barretos pelo Rotary Club de Barretos trouxe uma emoção imediata e com um sabor diferente. Quando somos lembrados no auge da vida pública, a alegria vem acompanhada da rotina intensa da política. Mas quando o reconhecimento chega sem mandato, sem cargo e sem holofotes, ele carrega algo ainda maior, a certeza de que o trabalho deixou marcas.

Essa homenagem não pertence apenas a mim. Ela pertence a Deus, às pessoas que caminharam junto, aos que confiaram, aos que criticaram, aos que ajudaram a construir ideias e sonhos para nossa cidade. Barretos é parte da nossa identidade.

Receber esse reconhecimento é motivo de profunda gratidão — e também de renovado compromisso, compromisso de continuar defendendo nossa cidade, elevando seu nome por onde eu estiver e trabalhando para que Barretos siga crescendo, não apenas para nós, mas para as futuras gerações.

Porque quem aprende a amar sua cidade, nunca deixa de servi-lá.