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A história da Rosina e a Semana Santa

O Diário - 28 de março de 2026

A história da Rosina e a Semana Santa

A história da Rosina e a Semana Santa

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O padre Ronaldo Miguel contou a história da sua tia Rosina. O sacerdote barretense, vice-reitor do Seminário Arquidiocesano de São José do Rio Preto, resolveu pesquisar no Museu da Imigração em São Paulo a origem do nome familiar. A história veio da Itália, quando vieram de navio para o Brasil.

A menina de 6 anos não chegou viva, morrendo na viagem, durante a travessia marítima, sendo sepultada em Santos. Anos depois, já no Brasil, uma homenagem foi feita para a criança, com a nova menina da família recebendo o nome de Rosina, que significa Rosinha em português.

O padre percebeu que “a florzinha não chegou viva ao Brasil”. O sacerdote descobriu ainda que a criança morta não se chamava Rosa e nem Flor, mas Francisca. Como morreu na viagem, era citada sempre como “a flor que não chegou, uma doce lembrança”. Ficou sendo a Rosinha.

O padre Ronaldo Miguel contou a história real familiar para observar que passagens bíblicas devem ser acolhidas, especialmente neste tempo de Quaresma e Semana Santa, para fortalecimento da espiritualidade. Muitas passagens são transmitidas pela tradição oral e não documental. É preciso entender as homenagens, o significado, a palavra transmitida para cultivar a fé, a esperança e a caridade. Francisca era uma Rosa, assim como devemos aprender a inteligência da fé mais do que simples emoção de momento. Nem sempre a base é a exatidão do acontecimento, mas existe sempre o valor da mensagem para discernimento vivo da espiritualidade, da graça e do amor. A verdade da fé.