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O triunfo da Cruz

O Diário - 1 de abril de 2026

O triunfo da Cruz

Rosa Carneiro é empresária, escritora e integrante da Academia Barretense de Cultura 

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Na Antiguidade, a morte na Cruz era considerada o mais atroz e humilhante dos castigos, reservado sobretudo aos escravos, mas também aos malfeitores, assassinos e ladrões cuja punição pública deveria servir de exemplo para todo o povo. E esta foi, precisamente, a morte que Cristo permitiu para Si, para nos redimir da escravidão do pecado.
      Após a Ressurreição do Salvador, de símbolo de ignominia, a cruz passou a ser o símbolo da glória e da vitória. Por esta razão foi instituído, no dia 14 de setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz, nos levando a lembrar e valorizar o sinal de nossa fé e a morte de Jesus, contida no livro “Carta circular aos amigos da Cruz”, de autoria de São Luíz Maria Grignion de Mortfort . 
      É a Cruz, sobre a terra, mistério profundíssimo, que não se conhece sem muitas luzes. Para compreendê-lo é necessário um espírito elevado, ligado à nossa crença e fé. Entretanto, é preciso entendê-la para que possamos nos salvar. Jesus Cristo pela aceitação da morte na cruz acorrentou o inferno, aniquilou o rebelde e conquistou o universo e nos presenteou com a salvação; e para que conquistemos a salvação, Ele a dá como arma aos seus bons servidores. “Por este sinal vencerás”, disse Ele a Constantino. Toda vitória prodigiosa se encontra nela. Na história lê-se, seus efeitos maravilhosos, suas vitórias estupendas na terra e nos céus.
      É pela Cruz que se dá a bênção, é por ela que Deus nos perdoa e concede absolvição. Ele quer que todas as coisas tenham este selo,  sem o qual nada lhe parece belo. A cruz colocada em algum lugar, torna-se sagrado o profano e desaparecem as manchas do pecado, porque Deus delas se apodera. Ele quer a Cruz em nossa fronte e em nosso coração, antes de todas as nossas ações, para que sejamos vencedores. Não foi em vão que Jesus morreu na Cruz e com esta doação, ela se tornou nossa proteção, segurança, perfeição, libertador e única esperança.