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IDEIAS MOFAS

O Diário - 8 de abril de 2026

IDEIAS MOFAS

Danilo Nunes é advogado e professor. Pós-doutor em Direito e membro da Academia Barretense de Cultura – ABC

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Encerrados os prazos da janela partidária e de filiação partidária, o leque de candidaturas para outubro na 3ª Região Administrativa cheira mofo! Desde 95, a região de Barretos é para o Governo Paulista uma colônia de fungos microscópicos, desencadeando em série, vários problemas sociais.

O menu “quase indigesto” em 26, só quanto as pré-candidaturas locais para a Alesp, tem a ex-prefeita Paula Lemos, como teste para saber se sua rejeição diminuiu (há controvérsias!); o atual vice Mussa Calil, para manter o nome aquecido para 28 (e não perder a vaga que ocupa!); o ex-vereador Raphael Oliveira, oposição em 24 e já em 28 (agora Brizolista!); o pastor André Ribeiro de Mendonça (amigo do prefeito Odair); o advogado Salomão Zatiti (em  fortalecimento interiorano do PT) e o comerciante Juninho da Farmácia (já de olho na Câmara em 28).

Constatação: os nomes têm outros objetivos e a classe política atual cheira ideias mofas! Coisa antiga sabe, com fungo pernicioso que parece nunca desimpregnar das paredes do poder.

Com raras exceções em todo o país, a eleição mais fragmentada desde 88, tende a ser um show de “mais do mesmo”. A pauta e o debate espera-se tem que ter como guarnições no banquete mofado: a duplicação total da Assis Chateaubriand de Rio Preto à Franca, sem pedagiar; a duplicação de trecho restante da Faria Lima; a construção da nova ponte entre SP e MG, por Colômbia; a federalização do Unifeb, com a possibilidade de campus estendido da Unifesp, que não tem unidades no interior e a cidade é a única do triângulo mineiro a não ter Federais; a consolidação da cidade como (dis)Estância Turística; uma nova UPA na zona norte e mais um SAMU regional nas vias de acesso da cidade, já na Zona Sul.  

Sob pena de irem a banquete eleitoral que leva “Barretos do nada a lugar nenhum”, os pré-candidatos devem ter zelo para não transformar o fungo chique em café frio. Em verdade, é que todos farão espuma para si mesmos e para os seus, mantendo a militância engajada que é fundamental para que o curral não feche e o cocho não seque... Em 28!