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Defensoria questiona providências sobre mau cheiro emitido por frigorífico

luis.martins - 7 de abril de 2026

Defensoria atua neste caso desde o ano de 2019

Defensoria atua neste caso desde o ano de 2019

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A Defensoria Pública de Barretos oficiou a CETESB pedindo providências e indagando sobre as medidas tomadas pela agência ambiental em relação ao mau cheiro emitido pelo frigorífico JBS.

O defensor Fábio Esposto lembrou que o problema é antigo e as reclamações de moradores persistem. “Em 2019 foi assinado um Termo de Ajuste de Conduta entre a JBS, a Defensoria Pública e o Ministério Público e instalado um aparelho com custo aproximado de R$ 1 milhão, o que minorou o problema por um tempo. Entretanto, no ano passado, foram feitas diversas reclamações por moradores de alguns bairros, em especial do Nova Barretos, Nogueira, City, Ibirapuera e Vida Nova I, II, III e IV, o que motivou a realização de reunião na JBS com presença da CETESB e comprometimento da empresa em adoção de providências para não ocorrer emissão de odores em maio de 2025”, explicou.

Fábio Esposto ressaltou que em 2025 a CETESB determinou em uma de suas autuações à JBS que a sociedade empresarial deveria se abster de emitir substâncias odoríferas na atmosfera, em quantidades que pudessem ser perceptíveis fora dos limites de propriedade do empreendimento e revisasse todas as etapas do sistema de controle da poluição do ar instalado, realizando a devida manutenção, mas o problema persiste.

“Assim, a CETESB foi oficiada novamente para informar as medidas que tomou em relação à JBS por descumprimento da obrigação de não emitir substância odoríferas perceptíveis fora dos limites de sua propriedade, tendo sido indagado, também, se a JBS tomou providências adequadas para controlar a poluição emitida, solicitando informações sobre o número de autuações feitas pela CETESB contra a JBS nos últimos 12 meses”, continuou o defensor público.

“A população que reside nos bairros próximos à JBS não pode ser obrigada a conviver com mau cheiro contínuo em suas residências e, em virtude do alto número de reclamações, foi elaborado um questionário para que pessoas afetadas pelo problema relatem a situação e seja possível a comprovação perante o juiz, já que a perícia no ar é de difícil realização e a CETESB nem sempre se prontifica a tomar as medidas adequadas”, completou o defensor Fábio Esposto.