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Gás de cozinha sobe e já pesa no bolso do consumidor

Sandra Moreno - 8 de abril de 2026

Gás de cozinha sobe e já pesa no bolso do consumidor

Gás de cozinha sobe e já pesa no bolso do consumidor

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O preço do gás de cozinha voltou a subir em Barretos e já é sentido no orçamento das famílias. Levantamento realizado em quatro estabelecimentos da cidade aponta reajustes recentes no botijão de 13 kg (P13), o mais utilizado nas residências brasileiras, com variação de aumento entre R$ 5 e R$ 10, tanto para retirada quanto para entrega. Em uma das distribuidoras, o valor passou de R$ 110 para retirada e R$ 120 para entrega, para atuais R$ 120 (retirada) e R$ 125 (entrega). Em outro ponto consultado, o preço anterior de R$ 115 para retirada e R$ 120 para entrega subiu para R$ 125 e R$ 130, respectivamente. Já um terceiro estabelecimento ainda mantém o valor em R$ 120 para retirada, sem serviço de entrega e sem aplicação do reajuste até o momento.

Segundo o revendedor Paulo Fernando Terencio, que comercializa cerca de 5 mil botijões por mês em Barretos e região, o aumento está diretamente ligado ao cenário internacional. “A crise no Oriente Médio já chegou ao consumidor. 

O gás, assim como os combustíveis, é um subproduto do petróleo e sofre impacto direto dessas tensões”, explicou. Ele destaca que o Brasil não é autossuficiente na produção de gás liquefeito de petróleo (GLP), dependendo de importações. “A Petrobras atende boa parte do mercado, mas não é suficiente. O país precisa importar, e isso encarece o produto, ainda mais com o aumento do frete e do diesel”, afirmou.

De acordo com o revendedor, o reajuste repassado pelas distribuidoras foi de cerca de R$ 7 a R$ 8, somado a aproximadamente R$ 2 de custos operacionais, resultando em aumento médio de R$ 10 ao consumidor final. “Hoje, o gás gira entre R$ 125 e R$ 130 em Barretos e região, e isso não é um fenômeno local, mas nacional”, completou. Além do botijão doméstico, outros tipos também foram impactados. 

O gás P20, usado em empilhadeiras, teve aumento médio de R$ 20, enquanto o P45, voltado para comércios e indústrias, registrou alta de cerca de R$ 30. Apesar do cenário, Terencio afirma que não há confirmação de desabastecimento no momento, embora exista risco pontual. “As companhias estão se organizando para evitar falta, mas não dá para descartar totalmente essa possibilidade no futuro”, alertou.