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Testes pioneiros de tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar

luis.martins - 9 de abril de 2026

Tereos e Atvos realizaram os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana (Foto: Divulgação)

Tereos e Atvos realizaram os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana (Foto: Divulgação)

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A Tereos e Atvos realizaram os primeiros testes com tratores autônomos na cultura de cana-de-açúcar, buscando aprimorar a qualidade, a eficiência e a segurança das operações no campo.

Os testes contaram com a tecnologia da ASI, empresa norte-americana e referência global em veículos autônomos com mais de duas décadas de atuação nos segmentos de mineração, construção e agricultura. A validação foi conduzida pela consultoria técnica Balanced Engineering e pela Agricef, responsável pela integração dos sistemas nos equipamentos, e evidenciou o potencial da automação em impulsionar tarefas agrícolas, aumentar a precisão operacional e otimizar custos, além de maximizar a produtividade sem necessidade de expandir área cultivada, permitindo extrair mais valor das áreas já existentes.

A iniciativa teve origem na Agri-Tech Experience, organizada pela Balanced e Agricef, e realizada nos Estados Unidos em outubro de 2024. O encontro aproximou produtores brasileiros e empresas americanas de automação. A partir dessa experiência, formou-se a Brazilian Sugarcane Automation Alliance, parceria criada para avaliar tecnologias de automação já maduras e adaptá-las para a realidade do agronegócio brasileiro.

Entre maio e dezembro de 2025, os tratores foram submetidos a operações reais, comprovando um aumento potencial de 20% na produtividade dos equipamentos com o sistema autônomo. O avanço tecnológico também se destacou pela promoção da sustentabilidade: a adoção da solução resultou em redução de até 10% no consumo de diesel, reforçando o compromisso ambiental das empresas.

Durante estes primeiros testes, a solução foi validada nas operações de grade e subsolagem, o que proporcionou insights valiosos sobre ajustes necessários para atender às demandas específicas de cada operação, ampliando a aderência do sistema às condições operacionais da cultura de cana-de-açúcar.

Foram identificadas e implementadas oportunidades de melhoria no sistema para atender às particularidades da topografia e do padrão operacional brasileiro, resultando em uma solução mais robusta e preparada para operar em diferentes cenários agrícolas.

A implementação da tecnologia contempla a capacitação dos colaboradores das operações, assegurando uma transição segura, sustentável e inclusiva. Os profissionais são preparados para novas funções, como supervisão de frotas autônomas, diagnóstico remoto e gestão de dados, fortalecendo a integração entre pessoas, tecnologia e decisões orientadas por inteligência operacional.