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Maio, Mês de Maria: um caminho de amor que fortalece a fé

Diocese de Barretos - 9 de maio de 2026

Maio, Mês de Maria: um caminho de amor que fortalece a fé

Maio, Mês de Maria: um caminho de amor que fortalece a fé

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Por Pe. Matheus Francisco, Vigário Paroquial São João Batista, Olímpia-SP

Quando o mês de maio se inicia, o coração da Igreja se reveste de uma ternura especial. É o tempo de voltar o olhar para Virgem Maria, aquela que, com seu “sim”, abriu as portas da salvação para toda a humanidade. Em cada flor oferecida, em cada terço rezado, em cada gesto simples de devoção, o povo de Deus expressa um amor profundo por aquela que é Mãe, intercessora e modelo perfeito de fé. Celebrar Maria em maio não é apenas uma tradição bonita; é um convite espiritual. No contexto do Ano da Fé vivido em nossa Diocese, essa devoção ganha ainda mais sentido. Maria é a mulher que acreditou. Mesmo sem compreender tudo, confiou plenamente em Deus. Diante do anúncio do anjo, não pediu garantias, não exigiu provas, apenas entregou-se: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Esse ato de confiança é a essência da fé que somos chamados a viver. Em um mundo marcado por incertezas, medos e tantas vozes que confundem o coração humano, olhar para Maria é encontrar um caminho seguro. Ela não aponta para si mesma, mas sempre para Jesus. Como nas Bodas de Caná, continua a nos dizer: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Celebrar Maria é, portanto, renovar nossa decisão de seguir Cristo com mais fidelidade. O mês de maio nos recorda também que a fé não se vive sozinho. Maria caminhou com os discípulos, esteve presente na comunidade nascente, rezou com eles, sustentou-os na esperança. Ela é mãe da Igreja, mãe de cada um de nós. Quantas vezes, nas dores da vida, encontramos consolo ao rezar uma Ave-Maria? Quantas lágrimas foram acolhidas no silêncio de um coração que confia na intercessão da Mãe? São Bernardo de Claraval dizia: “Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.” Essas palavras ecoam com força no Ano da Fé. Quando nossa fé vacila, quando o desânimo bate à porta, Maria nos ensina a permanecer firmes. Ela não teve uma vida fácil. Conheceu a dor, a insegurança, o sofrimento extremo aos pés da cruz. Ainda assim, permaneceu fiel. Celebrar Maria em maio é também redescobrir a beleza da simplicidade. Em um tempo onde tudo é acelerado e superficial, a espiritualidade mariana nos convida ao silêncio, à escuta e à confiança. Rezar o terço, montar um pequeno altar em casa, participar das celebrações marianas — tudo isso são gestos que alimentam a alma e fortalecem a fé. No Ano da Fé, Maria nos convida a dar um passo além: não apenas venerá-la, mas imitá-la. Ser como ela: disponíveis a Deus, atentos à sua Palavra, corajosos diante das dificuldades e cheios de amor no serviço aos outros. A verdadeira devoção mariana transforma o coração e nos aproxima mais de Cristo.