Mpox: sintomas, transmissão e como se proteger
O Diário - 6 de maio de 2026
Brenda Rafaela Romão Queiroz, estudante do 3. Período do curso de medicina da FACISB, orientada pela profª Luciana Souza Jorge
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Monkeypox é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da varíola que pode afetar pessoas de diferentes idades e sua transmissão acontece principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, seja pelo toque direto na pele, contato com secreções ou até por objetos contaminados. O vírus foi achado pela primeira vez em uma colônia de macacos de laboratório, que apresentavam uma doença parecida com varíola, por isso o nome “monkeypox”. Atualmente, o termo preferido é “Mpox”, já que foi descoberto que o vírus circula mais em roedores africanos e não macacos. Os sintomas começam entre 5 e 21 dias após contaminação. Pode causar febre, mal-estar, dores no corpo e ínguas (inchaço dos gânglios). Após isso, surgem lesões na pele que se parecem com bolhas ou feridas, podendo causar dor ou coceira. A doença costuma ser autolimitada, ou seja, melhora com o tempo, mas ainda assim é importante ter cuidados, principalmente quando se trata de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, tais como diabete melito, e transplantados. O diagnóstico deve ser feito por profissionais da saúde, e o tratamento é baseado em aliviar a dor e a coceira, pois não existe um medicamento seguro aprovado ainda. Descanso, hidratação e evitar contato com outras pessoas são medidas importantes para a recuperação e para evitar a transmissão. A vacina contra varíola é indicada em pessoas com doenças crônicas e para profissionais da saúde. A profilaxia envolve evitar contado direto com lesões de pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais (como roupas, toalhas e lençóis), sempre higienizar as mãos e, para profissionais da saúde, o uso de EPIs. Ter acesso a informações corretas é fundamental para evitar o medo e agir de forma consciente, sempre cuidando da própria saúde e da saúde dos outros.




