Oscar Schmidt – Viva … a mensagem que fica
O Diário - 7 de maio de 2026
Edinho Silva. Bacharel em Administração de Empresas e Direito
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Oscar Schmidt nos deixou há poucas semanas. Um atleta exemplar, um nome que ultrapassa o basquete brasileiro e se inscreve na história do esporte mundial.
Defendeu a seleção brasileira como poucos. Reconhecido internacionalmente, membro do Hall da Fama, construiu uma trajetória marcada por números impressionantes — mais de 49 mil pontos — e participações históricas em Olimpíadas e mundiais. Um legado esportivo extraordinário, difícil de ser superado.
Mas Oscar nunca foi apenas números. Foi cidadão, esposo apaixonado, pai presente, filho e irmão exemplar. As manifestações de reconhecimento vieram de todo o Brasil e também do exterior, com declarações de respeito e admiração de grandes nomes do basquete mundial, inclusive da NBA.
Ao olhar mais profundamente seu legado, dois pontos se destacam. O primeiro é a valorização da vida. Após conviver por mais de 15 anos com um câncer no cérebro, Oscar transformou sua própria condição em mensagem. Sempre que podia, afirmava com convicção: a vida é maravilhosa e deve ser vivida intensamente, porque um dia ela termina. Não era discurso — era testemunho de quem enfrentou a realidade com coragem.O segundo é sua obstinação. Oscar treinava como poucos. Horas além do esperado, por vontade própria, buscando a perfeição. Mostrou que performance não nasce do acaso, mas da disciplina diária, da repetição e da perseverança.
Em um mundo marcado pelo imediatismo, onde o sucesso muitas vezes parece surgir da noite para o dia — especialmente nas redes sociais —, Oscar representa o contraponto. Sua trajetória foi construída com esforço, tempo e consistência. Foi testado dentro e fora das quadras. Disse não à NBA para continuar defendendo a seleção brasileira. E disse sim à luta pela vida, enfrentando a doença com serenidade e dignidade.
Oscar não nos deixou. Permanece em seus exemplos.Permanece em sua mensagem: Vivam.




