Coordenadora nacional destaca projeto em Barretos
Sandra Moreno - 20 de maio de 2026
MOVIMENTO: Maria Augusta é coordenadora nacional da pastora da mulher marginalizada e esteve em Barretos
Compartilhar
A coordenadora nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada, Maria Augusta Nogueira Machado Dib, participou em Barretos do lançamento do concurso de redação do projeto “Faça Bonito”, ação voltada à conscientização e prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes. Barretense, ela destacou a importância do debate sobre o tema e ressaltou que o município é a segunda cidade do país a implantar o modelo desenvolvido pela pastoral em parceria com escolas.
Maria Augusta explicou que a Pastoral da Mulher Marginalizada existe desde a passagem da década de 1950 para 1960, criada a partir da iniciativa de Dom Fragoso, bispo da Igreja Católica que conheceu na França um trabalho realizado com mulheres em situação de prostituição. A experiência foi trazida ao Brasil e implantada inicialmente no Nordeste.
Durante o evento em Barretos, a coordenadora afirmou que o formato desenvolvido na cidade, com palestras nas escolas, produção de redações e premiação dos alunos, ainda acontece em poucos municípios brasileiros.
“Hoje esse modelo acontece em Rondonópolis, no Mato Grosso, e em Barretos. Cada equipe realiza suas ações de uma forma, mas esse trabalho nas escolas, envolvendo palestras, debates e redações, tem dado muito certo aqui”, afirmou.
Ela também ressaltou que o enfrentamento à violência sexual deve ser tratado de forma contínua dentro das escolas e da sociedade. “É um dos temas mais importantes não só para a pastoral, mas para toda a sociedade. As escolas deveriam ter acompanhamento psicológico constante e atividades durante o ano todo, porque estamos falando de prevenção e proteção das crianças e adolescentes”, disse.
Maria Augusta alertou ainda para o crescimento dos casos de violência e exploração, especialmente contra meninas, relacionando o assunto à discussão nacional sobre feminicídio e violência contra a mulher.
“Meninos também sofrem abusos, mas as meninas ainda são mais vulneráveis. Existe uma sequência de violências que começa no abuso e pode chegar até o feminicídio. Por isso é tão importante discutir esse tema e conscientizar a sociedade”, completou.
Atualmente, Maria Augusta reside em São Paulo, onde desempenha o trabalho de coordenação nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada.




