Uma ponte no limite da paciência
O Diário - 28 de maio de 2026
Uma ponte no limite da paciência
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Há sete décadas, a Ponte Gumercindo Penteado foi construída para unir São Paulo e Minas Gerais sobre as águas do Rio Grande. Em 1954, era moderna. Em 2026, é um problema crônico à espera de solução.
A estrutura de pista simples, com mais de 70 anos de uso contínuo e crescente tráfego de cargas pesadas, tornou-se um gargalo econômico e um risco permanente para motoristas, caminhoneiros e moradores dos municípios de Colômbia e Planura, bem como para os usuários de todo o país. Cada período de chuvas revela a fragilidade da travessia: acúmulo de vegetação, troncos trazidos pela correnteza e alertas emergenciais da Defesa Civil e do DNIT viraram rotina preocupante.
Vistorias e limpezas emergenciais são respostas paliativas para um problema estrutural que exige solução definitiva. A pista simples amplia o risco de acidentes, prolonga o tempo de transporte e eleva custos logísticos. Não é aceitável que uma via estratégica para o escoamento da produção do agronegócio e para a mobilidade interestadual, há décadas, esteja no limite de sua capacidade.
Passou da hora de o DNIT, os governos de São Paulo e de Minas Gerais e os representantes federais da região deixarem de administrar o problema e passarem a construir a solução: uma nova ponte, com pista dupla, estrutura moderna e dimensionada para o volume de tráfego do século 21. Cobrar essa obra não é capricho regional - é necessidade urgente.




