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UPA ultrapassa 500 atendimentos diários com aumento de casos respiratórios

Sandra Moreno - 28 de maio de 2026

UPA ultrapassa 500 atendimentos diários com aumento de casos respiratórios

SAÚDE: Unidade de Pronto Atendimento atende casos de urgência e emergência

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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barretos enfrenta um período de superlotação provocado pelo aumento dos casos de gripe, influenza e outras síndromes respiratórias. A reportagem esteve no local e presenciou muitas pessoas aguardando atendimento tanto dentro da unidade quanto do lado de fora da UPA.

Segundo o diretor técnico da unidade, o médico César Maurício da Silva, a procura mais que dobrou nos últimos dias. “A UPA está dimensionada para atendimento de 250 pessoas por dia. Tem dias que a gente está passando de 500 atendimentos”, afirmou.

De acordo com o médico, além do alto número de pacientes, muitos casos exigem exames, medicação e reavaliações, o que acaba aumentando o tempo de permanência dentro da unidade e sobrecarregando ainda mais o atendimento. “Não é um atendimento simples e liberação do paciente. A maioria dos atendimentos implica na realização de exames, aplicação de medicações e reavaliação”, explicou.

Atualmente, seis médicos atuam por turno na UPA, sendo quatro no atendimento adulto e dois na pediatria. Um dos profissionais permanece exclusivo para os casos mais graves na sala de emergência. Mesmo com um médico a mais do que o previsto inicialmente, Dr. César destacou que a estrutura física limita a ampliação da capacidade de atendimento.

O diretor técnico fez um apelo para que a população compreenda o momento enfrentado pela unidade. “Nós estamos trabalhando bem acima da nossa capacidade para tentar atender todo mundo, mas infelizmente acaba tendo espera. Precisamos da compreensão das pessoas”, disse.

Ele também reforçou que os atendimentos seguem critérios de classificação de risco, priorizando os casos mais graves. “Pode ser que um paciente passe na frente de outro, dependendo da complexidade do caso. A gente precisa organizar essa fila para atender primeiro quem está em situação de maior risco”, explicou.

AGRESSÃO 

Durante a entrevista, o médico comentou ainda sobre episódios recentes de agressividade registrados na unidade e pediu calma à população. “O que a gente não pode ter são situações ameaçatórias e agressivas, porque isso interrompe atendimento e dificulta ainda mais nosso trabalho”, ressaltou. O médico também orientou que casos mais leves sejam direcionados às unidades básicas de saúde. “Um percentual grande dos pacientes poderia ter seus casos resolvidos nos postos de saúde. A UPA precisa ficar concentrada nos casos urgentes e emergenciais”, afirmou.

A reportagem também registrou a presença de uma equipe da Ronda Municipal no local durante o período de atendimento na unidade.