Vacina contra herpes zoster e a saúde do idoso
O Diário - 2 de junho de 2026
Carolina Alvarenga Borges, estudante do 7º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pela professora Melina Destri Garcia
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O Herpes Zoster, popularmente conhecido como “cobreiro”, é uma doença causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece no organismo de forma inativa e pode se reativar ao longo da vida, especialmente em situações de queda da imunidade, o que ocorre com mais frequência no envelhecimento, tornando os idosos mais vulneráveis.
O quadro clínico caracteriza-se pelo surgimento de lesões na pele, geralmente em faixa, acompanhadas de dor intensa, que muitas vezes surge antes mesmo das lesões. Mais do que o desconforto agudo, chama atenção a possibilidade de complicações, como a neuralgia pós-herpética, em que a dor persiste por meses ou até anos, impactando significativamente a qualidade de vida.
Diante disso, a vacinação contra o Herpes Zoster se destaca como uma importante estratégia de prevenção. Seu principal benefício é a redução da incidência da doença e, sobretudo, de suas complicações, contribuindo para a manutenção da funcionalidade, da autonomia e do bem-estar do idoso.
A vacinação é indicada principalmente para indivíduos a partir dos 50 anos, podendo também ser recomendada para pessoas mais jovens com condições que comprometam o sistema imunológico. Mesmo aqueles que já tiveram a doença devem ser vacinados, uma vez que a infecção prévia não garante proteção contra novos episódios.
O esquema vacinal consiste em duas doses, com intervalo de dois meses entre elas. No Brasil, a vacina está disponível apenas na rede privada, o que pode limitar o acesso. Em relação aos efeitos colaterais, é considerada segura, com eventos adversos leves e transitórios, como dor no local da aplicação, fadiga, cefaleia e febre baixa.
Assim, a vacinação contra o Herpes Zoster representa uma medida eficaz e segura na promoção da saúde. Mais do que evitar uma doença, é uma forma de prevenir a dor e preservar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.



