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Suspensão de vacina contra dengue mobiliza Vigilância 

Sandra Moreno - 9 de junho de 2026

Suspensão de vacina contra dengue mobiliza Vigilância 

VACINA: Imunizantes armazenados na secretaria de Saúde com aplicação suspensa

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A suspensão temporária da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, determinada pelo Ministério da Saúde, também passou a valer em Barretos a partir desta terça-feira. O imunizante, que vinha sendo aplicado em profissionais da saúde de todas as idades e em pessoas de 59 anos, teve sua utilização interrompida enquanto são realizadas investigações sobre episódios registrados em nível nacional.

Segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica de Barretos, Rodrigo Barros, o município seguiu imediatamente a orientação do Ministério da Saúde e do Governo do Estado, suspendendo a aplicação das doses que permanecem armazenadas em condições adequadas de refrigeração até uma nova decisão das autoridades sanitárias.

Em Barretos, aproximadamente 500 pessoas receberam a vacina do Butantan desde o início da campanha, em fevereiro. Rodrigo Barros explicou que todas elas estão sendo acompanhadas conforme o protocolo estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde.

"O protocolo prevê que qualquer pessoa que tenha apresentado febre, dores no corpo ou outro sintoma após a vacinação procure a unidade de saúde onde recebeu a dose para que seja feita a notificação e o acompanhamento por um período de 21 dias", destacou o coordenador.

CRIANÇAS 

Ele ressaltou ainda que a suspensão se refere exclusivamente à vacina do Instituto Butantan e não afeta a vacina Qdenga, fabricada pela Takeda, destinada ao público de 10 a 14 anos. Esse imunizante continua sendo aplicado normalmente em duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

Rodrigo Barros orienta que quem tiver dúvidas ou apresentar qualquer reação após receber a vacina suspensa procure uma Unidade Básica de Saúde para avaliação e registro do caso. A Vigilância Epidemiológica segue monitorando todos os imunizados no município enquanto aguarda novas orientações do Ministério da Saúde.

MINISTÉRIO 

 A medida para a suspensão foi adotada após o registro de 42 casos de eventos adversos mais severos em pessoas vacinadas. 

Desses, três pacientes precisaram de internação e dois morreram. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não é possível afirmar que os casos tenham sido provocados pela vacina. 

De acordo com ele, os episódios representam um sinal de alerta e serão analisados por um comitê de especialistas, responsável por investigar a possível relação entre os eventos registrados e a aplicação do imunizante.