O que nenhuma máquina reproduz
O Diário - 11 de junho de 2026
O que nenhuma máquina reproduz
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Em sua Circular de Junho, o bispo Dom Milton Kenan Junior traz a reflexão um documento de enorme relevância para os tempos atuais: a Carta Encíclica do Papa Leão XIV, intitulada Magnificat Humanitas, dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.
Por ser a primeira do pontificado de Leão XIV, reveste-se de um significado ainda mais especial — uma declaração de intenções de um papa que escolhe, como ponto de partida, a defesa intransigente da dignidade humana.
O Santo Padre nos recorda que essa dignidade foi criada por Deus e que preservá-la é uma responsabilidade inadiável, sobretudo num tempo em que o risco de desumanização assume formas cada vez mais sutis e sofisticadas. Em suas próprias palavras: "Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor essa magnífica humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo e que jamais alguma máquina poderá substituir no seu esplendor".
O Papa reafirma que há no homem um valor que transcende qualquer desempenho técnico ou produtividade mensurável. Nenhuma máquina, por mais avançada que seja, poderá jamais substituir o esplendor do ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.



