Esqueci minha senha
Jurista barretense destaca atos de islamofobia dos EUA na Copa

Roberto José - 10 de junho de 2026

A Copa do Mundo, antes mesmo de seu início nos Estados Unidos, vem acumulando casos de restrições, revistas rigorosas e profissionais sendo barrados, principalmente pessoas com origem em países islâmicos, inclusive o Irã, que está em guerra com o país-sede.

Advogado barretense Girrad Sammour, presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos

Compartilhar


A Copa do Mundo, antes mesmo de seu início nos Estados Unidos, vem acumulando casos de restrições, revistas rigorosas e profissionais sendo barrados, principalmente pessoas com origem em países islâmicos, inclusive o Irã, que está em guerra com o país-sede.

Para o advogado barretense Girrad Sammour, presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji), que atua na defesa dos direitos da comunidade islâmica no Brasil, a atitude dos americanos trata-se de “islamofobia”.

“Infelizmente, há evidências de que a comunidade muçulmana enfrenta, há décadas, um fenômeno global de islamofobia. Depois dos atentados de 11 de setembro, consolidou-se em muitos países uma associação indevida entre Islã, terrorismo e ameaça à segurança. Porém, quando se observa um padrão recorrente envolvendo países de maioria islâmica, não é preconceituoso levantar essa discussão; pelo contrário, é uma obrigação em defesa dos direitos humanos e da igualdade”, afirmou Girrad.

O jurista lembrou ainda que a Fifa frequentemente afirma que o futebol é uma ferramenta de união entre povos e culturas. Justamente por isso, a entidade deveria desempenhar um papel mais ativo para assegurar que atletas, árbitros, dirigentes e profissionais credenciados possam participar das competições em igualdade de condições.

“A Fifa possui influência política e institucional suficiente para dialogar com governos e exigir garantias mínimas para todos os participantes. O silêncio ou a simples transferência de responsabilidade acabam gerando a percepção de que determinados problemas estão sendo normalizados”, opinou Sammour.