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“Creio na remissão dos pecados”

Diocese de Barretos - 25 de junho de 2026

“Creio na remissão dos pecados”

“Creio na remissão dos pecados”

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Por Pe. Ronaldo José Miguel, Reitor Seminário de Barretos.

O pecado é a grande ferida da humanidade, pois rompe a comunhão com Deus, enfraquece a relação com os irmãos e obscurece a dignidade humana. Contudo, Deus não abandona o homem ao poder do pecado. Em Cristo, oferece a salvação e o perdão. O Catecismo ensina: “Não há nenhuma falta, por mais grave que seja, que a Santa Igreja não possa perdoar” (CIC, 982). Essa afirmação revela a amplitude infinita da misericórdia divina. O perdão dos pecados não nasce do esforço humano, mas da obra redentora de Cristo. Pela sua morte e ressurreição, Jesus venceu o pecado e reconciliou a humanidade com o Pai. O Catecismo recorda: “Foi sobretudo quando perdoou os pecados que Jesus manifestou ser o próprio Deus Salvador” (cf. CIC, 1441). Nos Evangelhos, Cristo não apenas anuncia o perdão, mas efetivamente perdoa os pecados: ao paralítico, à pecadora arrependida, a Zaqueu, ao bom ladrão. Seu ministério manifesta que Deus veio ao encontro do homem para restaurá-lo. Depois da ressurreição, Jesus confiou aos apóstolos o poder de perdoar os pecados: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (Jo 20,22-23). O Catecismo afirma: “Cristo quis que sua Igreja inteira fosse, na sua oração, na sua vida e na sua ação, o sinal e o instrumento do perdão e da reconciliação” (CIC, 1442). A Igreja exerce esse ministério especialmente por meio do sacramento da Penitência e da Reconciliação. Nele, o pecador arrependido encontra a misericórdia de Deus e é reintegrado plenamente à comunhão eclesial. O primeiro grande sacramento da remissão dos pecados é o Batismo. O Catecismo ensina: “Pelo Batismo, todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais” (CIC, 1263). Ao ser batizado, o cristão nasce para uma vida nova em Cristo. A graça batismal purifica completamente a alma e torna o homem filho de Deus.  Contudo, mesmo após o Batismo, permanece a fragilidade humana. Por isso, Cristo instituiu o sacramento da Reconciliação como remédio espiritual contínuo para os fiéis. A profissão de fé “Creio na remissão dos pecados” é também uma proclamação de esperança. Nenhum pecado é maior que a misericórdia divina. O Catecismo afirma: “Não existe ninguém, por mau e culpado que seja, que não deva esperar com confiança o seu perdão” (cf. CIC, 982). Essa verdade é fonte de consolo para todos os que lutam contra suas fraquezas e desejam recomeçar. Crer na remissão dos pecados é, portanto, crer que a última palavra de Deus sobre a humanidade não é a condenação, mas a misericórdia. A remissão dos pecados não é apenas uma doutrina, mas uma experiência concreta da graça. Em cada confissão sincera, em cada coração arrependido, renova-se o milagre do amor de Deus que restaura, reconcilia e conduz à vida nova.