Mulher que caiu em córrego com a filha celebra recuperação
Sandra Moreno - 20 de junho de 2026
Mulher que caiu em córrego com a filha celebra recuperação
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Depois de mais de dois meses do grave acidente registrado no dia 7 de abril, em Barretos, a jovem Kelly Isabelly Dias Tavares, de 23 anos, começa a reconstruir a rotina após passar por um mês e dez dias de internação e enfrentar três cirurgias. Atualmente, ela permanece em repouso na casa da mãe e faz fisioterapia para recuperar os movimentos dos braços.
Kelly conduzia uma bicicleta tendo como passageira a filha Emily, de 7 anos, quando perdeu o controle do veículo e ambas caíram dentro do Córrego Barretos, na Avenida Aparecido Francisco Alves, próximo ao bairro São Salvador. Segundo as informações registradas na ocasião, a hipótese é de que a bicicleta tenha ficado sem freios durante a descida da ladeira.
Ela sofreu fraturas nos dois braços, traumatismo na cabeça e lesões no rosto, enquanto a filha teve apenas escoriações e uma contusão leve na cabeça.
Ao relembrar o episódio, Kelly conta que não consegue recordar o momento do acidente.
"Eu não lembro certo o que aconteceu. Quem lembra realmente é minha filha. Eu só lembro que tinha acabado de sair do serviço, peguei ela em casa para ir até a casa da minha mãe e depois foi um apagão. Acordei na Santa Casa."
Durante a internação, Kelly precisou passar por procedimentos cirúrgicos nos braços e no rosto. Uma fratura exposta no braço esquerdo exigiu cirurgia imediata e, posteriormente, ela enfrentou uma infecção causada por uma bactéria no osso, situação que prolongou o tratamento e exigiu uma nova intervenção para limpeza da região afetada.
Além das dores físicas, a jovem também viveu momentos de incerteza. Segundo ela, os médicos alertaram sobre possíveis sequelas devido ao traumatismo craniano e chegaram a cogitar a amputação de uma das mãos.
"Foi tudo muito delicado e dolorido. Fiquei muito tempo sem conseguir abrir o olho por causa do inchaço. Escutar que eu poderia perder a mão foi muito difícil para mim e para minha família."
Hoje, apesar das limitações, Kelly celebra a recuperação e a saúde da filha. "Graças a Deus, minha filha não machucou nada grave. Eu estou enxergando, estou com a memória boa e só tenho gratidão. O estético é o de menos. O melhor é a vida."
Ainda dependente da ajuda da mãe para atividades simples do dia a dia, como tomar banho, vestir-se e até pegar um copo de água, Kelly afirma que a fisioterapia tem trazido resultados positivos e acredita que a recuperação seguirá avançando.
Ao final da entrevista, ela fez questão de agradecer às pessoas que estiveram ao seu lado durante o período mais difícil. "Quero agradecer a todos que oraram por mim e também aos médicos e profissionais da Santa Casa pelo atendimento que recebi. Só tenho gratidão por estar viva e poder abraçar minha filha novamente."
Questionada sobre qual palavra resume tudo o que viveu desde o acidente, Kelly respondeu de forma emocionada: "Foi um livramento. Só tenho que agradecer, agradecer muito."



