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Festival da Cultura Tropeira celebrou tradições, diversidade e inclusão em Barretos

O Diário - 26 de junho de 2026

Festival da Cultura Tropeira celebrou tradições, diversidade e inclusão em Barretos

Festival da Cultura Tropeira celebrou tradições, diversidade e inclusão em Barretos

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O evento aconteceu no Recinto Paulo de Lima Corrêa, entre os dias 4 e 6 de junho

O Instituto Sociocultural do Hospital de Amor, por meio da Lei Rouanet e com apoio do Ministério da Cultura, realizou a primeira edição do Festival da Cultura Tropeira nos dias 4, 5 e 6 de junho, no Recinto Paulo de Lima Corrêa, em Barretos (SP). Com entrada gratuita, o evento reuniu música, tradição, arte, conhecimento e diversidade cultural em uma programação voltada para toda a família.

Ao longo de três dias, o festival recebeu crianças, jovens e adultos em atividades que valorizaram as raízes da cultura sertaneja e tropeira, ao mesmo tempo em que abriram espaço para diferentes manifestações culturais brasileiras. Mais do que um evento artístico, a iniciativa teve como objetivo preservar e fortalecer a cultura sertaneja raiz, promovendo o encontro entre gerações e oferecendo experiências culturais acessíveis e inclusivas.

De acordo com o coordenador cultural Paulo César, conhecido como Paulinho 1001, realizar o festival no Recinto Paulo de Lima Corrêa torna a iniciativa ainda mais significativa. Segundo ele, o local é um símbolo da cultura sertaneja e do rodeio brasileiro, e a proposta é aproximar novamente a população desse espaço por meio de uma programação diversificada e familiar.

A abertura do festival contou com a apresentação do grupo de catira Espora de Prata, que há 28 anos preserva uma das mais tradicionais expressões da cultura sertaneja. Em seguida, o Palco Raiz recebeu uma palestra com o locutor Johny Barreto e João Paulo Martins, integrante de Os Independentes. Durante o encontro, eles compartilharam histórias e experiências ligadas ao universo do rodeio e da cultura tropeira, incluindo a trajetória da tradicional Queima do Alho.

Ao meio-dia, a arena recebeu Ronival Ferreira, conhecido nacionalmente como “Bruxo dos Potros”, que demonstrou sua habilidade no manejo e treinamento de cavalos. Encerrando a programação do primeiro dia, o Coral Céu das Artes emocionou o público com uma apresentação marcada pela sensibilidade e pelo talento de seus integrantes.

No segundo dia, o festival reforçou sua proposta de integração entre gerações. Paulinho 1001 destacou a importância de proporcionar experiências que aproximem crianças e adultos de práticas culturais e brincadeiras tradicionais. Durante a programação, ele também conduziu uma atividade sobre o toque do berrante, explicando sua importância histórica e demonstrando diferentes tipos de toques, além de convidar o público para experimentar o instrumento.

A programação ainda contou com a participação da ex-paciente do Hospital de Amor e primeira Rainha do Rodeio Pela Vida, Tarciana Alencar, que interpretou clássicos da música sertaneja. O encerramento do dia ficou por conta da Banda Marcial Municipal de Promissão (SP), que levou ao palco uma apresentação marcada por música, disciplina e emoção. O último dia do Festival da Cultura Tropeira destacou a diversidade cultural brasileira. A programação começou com a apresentação da dupla Diogo Viola & Paulinho, que interpretou clássicos da música sertaneja de raiz e celebrou as tradições do interior do país.

Na sequência, o público conheceu o trabalho da Aruanda Brasil, representada por Tico, que apresentou projetos sociais e culturais desenvolvidos pela instituição. A participação incluiu uma apresentação de percussão que mostrou diferentes ritmos e expressões artísticas.

O Grupo Interior em Cena também integrou a programação, reunindo dança e música em uma apresentação marcada pela integração e valorização da diversidade. Em seguida, uma roda de capoeira levou movimento, história e cultura ao recinto, reforçando o caráter inclusivo do evento.

Segundo Paulinho 1001, a presença dessas manifestações culturais está alinhada à proposta do festival. Embora tenha como base a cultura sertaneja, o evento busca valorizar as diferentes influências que formam a identidade cultural brasileira.

Encerrando a programação, a Orquestra de Violas Caipiras da ABECAO, de Olímpia (SP), emocionou o público com um repertório que evidenciou a riqueza e a versatilidade da música caipira.

Ao longo dos três dias, o Festival da Cultura Tropeira reuniu tradição, aprendizado, entretenimento e inclusão em uma programação voltada à valorização da cultura brasileira em suas diversas formas. Para Paulinho 1001, o evento complementa o trabalho desenvolvido pelo Instituto Sociocultural com o tradicional Desfile da Cultura Tropeira.

Com atividades gratuitas e abertas ao público, o Festival da Cultura Tropeira reafirmou seu papel como espaço de valorização das tradições, promoção da diversidade cultural e fortalecimento dos laços entre diferentes gerações. Foram três dias de aprendizado, troca de experiências, emoção e celebração da cultura brasileira.