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Santa Casa de Barretos realiza 19º transplante cardíaco

Sandra Moreno - 27 de junho de 2026

O Centro de Cirurgias Cardíacas da Santa Casa, instalado no Anexo 1 do Hospital Nossa Senhora, realizou, na terça-feira (23), mais um transplante de coração.

Equipe da FAB e médicos que participaram da captação do órgão (Foto - Divulgação)

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Paciente de 46 anos se recupera após cirurgia realizada na terça-feira (23)

O Centro de Cirurgias Cardíacas da Santa Casa, instalado no Anexo 1 do Hospital Nossa Senhora, realizou, na terça-feira (23), mais um transplante de coração. Segundo o hospital, a cirurgia transcorreu sem intercorrências, e a paciente, uma mulher de 46 anos, natural de Barretos e atualmente residente em Votuporanga, apresenta boa evolução clínica.

A receptora permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas já respira sem auxílio de aparelhos e voltou a se alimentar normalmente, demonstrando recuperação satisfatória nos primeiros dias após o procedimento.

O órgão transplantado foi captado em uma cidade do Estado do Rio de Janeiro. O deslocamento da equipe responsável pela captação e o transporte do coração até Barretos foram realizados pela Força Aérea Brasileira (FAB), garantindo a agilidade necessária para o sucesso da operação.

TRANSPLANTES

O programa de transplante cardíaco da instituição teve início em 2024 e vem registrando crescimento expressivo. No primeiro ano, foi realizado um transplante de coração. Em 2025, a Santa Casa alcançou a marca de 12 procedimentos, o maior número de transplantes cardíacos realizados por um hospital do interior do Estado de São Paulo. Em 2026, até o momento, já foram realizados seis transplantes, totalizando 19 cirurgias desde a implantação do programa.

O transplante foi coordenado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e pela equipe credenciada para transplantes cardíacos, sob responsabilidade técnica do cirurgião cardiovascular Dr. André Monti Garzesi.

Atualmente, 15 pacientes aguardam por um transplante de coração na instituição. Destes, três permanecem internados, sem condições de receber alta hospitalar enquanto aguardam a chegada de um órgão compatível, o que reforça a importância da doação de órgãos para salvar vidas.