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Barretense é obrigado a ser otimista

O Diário - 30 de junho de 2026

Barretense é obrigado a ser otimista

Barretense é obrigado a ser otimista

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Os jornalistas e historiadores encontraram na comunidade – ontem e hoje, com tendência a ser sempre – personagens que identificam a índole barretense. Algo como Chico Pacífico, que era bravo, como Chico Valente, dotado de paciência e bondade. Jerônimo Barcelos, Osório Rocha e Ruy Menezes trataram de resgatar as figuras extraordinárias do cotidiano da cidade. Karla Armani faz notável pesquisa de levantamento dos perfis expressivos barretenses. Netinho Scavanni já levantou o ritmo criativo e poético de compositores, incluindo Bezerrinha e Soares de Oliveira.

A capacidade barretense de “semear” bom humor e “cultivar” irritação é, portanto, um selo barretense. Bom humor em velório e nervosismo no trânsito. A perturbação no coração barretense vem pela busca permanente, continuada e dinâmica de equilibrar vontades e vocações, receios e desejos, pressão e liberdade, amizades e desconfianças, ora com paciência de pescador, ora com pressa de motoqueiro.

O barretense parece mesmo desposar a consciência de ser tanto risonho como ranzinza, satisfeito e carrancudo, calmo e irritado, atento a lei de ficar “em festa até chegar o ano que vem”. Porque tanto promove a emoção do poeta como alimenta a fofoca. 

É preciso criar uma cultura saudável, deixando de ficar centrado no fracasso, que ainda existindo no campo político e econômico, não é tudo. Afinal, por ser apenas parte da realidade barretense, pode ser ajustado, superado, transformado, exigindo porém luta, criatividade, persistência. A atitude de ser otimista é a direção agora.