Verdades e pessoas
O Diário - 5 de julho de 2026
Rogério Ferreira da Silva é cirurgião-dentista
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Vamos lá, verdades duras sobre as pessoas: O mais inseguro ataca, o mais superficial fala mais, o mais insatisfeito inveja, o mais perdido usa máscaras, o mais forte mostra bondade, o mais inteligente ouve mais, o mais rico é simples, o mais feliz precisa de pouco, o mais leal tem paciência, o mais ferido finge (finge que tá tudo bem), o mais carente se mostra autossuficiente, o mais sábio prefere o silêncio, o mais empático já sentiu na pele, o mais evoluído não tenta provar nada para ninguém e o mais grato é aquele que reconhece até aquilo que lhe causou dor. Cada pessoa enxerga e reage à vida de acordo com aquilo que viveu, aprendeu e desenvolveu ao longo da própria história. Experiências, traumas, valores, limitações emocionais e consciência influenciam diretamente a forma como alguém ama, fala, age e se relaciona. As pessoas simplesmente não conseguem oferecer aquilo que ainda não possuem dentro de si. Entender isso ajuda a diminuir expectativas irreais e também muitas decepções. Grande parte do sofrimento nasce quando projetamos no outro aquilo que faríamos, sentiríamos ou entregaríamos em determinada situação. Esperamos maturidade de quem ainda não amadureceu, empatia de quem nunca aprendeu a lidar com emoções ou lealdade de quem talvez nem compreenda profundamente esse valor. Isso não significa aceitar tudo passivamente ou permanecer em relações que machucam, mas desenvolver consciência para enxergar as pessoas como elas realmente são, e não apenas como gostaríamos que fossem. Porque muitas vezes a decepção nasce justamente da distância entre a realidade do outro e a imagem criada dentro da nossa própria expectativa. Diante disso, a pergunta que fica é: você tem enxergado as pessoas como elas realmente são ou continua projetando nelas aquilo que existe apenas dentro de você? O que você acha disso? Um ótimo domingo para você!